Mostrar mensagens com a etiqueta Cáucaso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cáucaso. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Uma morte anunciada

A jornalista e activista dos Direitos Humanos, Natalya Estemirova é a última de uma longa cadeia de assassinatos políticos que têm vitimado outros "incómodos" cidadãos, incapazes de se conformarem com as práticas de rapto, tortura e homicídio levadas a cabo por grupos "não-identificados" na Rússia e em outras repúblicas ex-soviéticas.
Em Outubro de 2007, Natalya Estemirova fez (aqui) o elogio fúnebre de Anna Politkovskaya e, desde então era considerada a sua sucessora pois, pelo seu trabalho expôs os métodos brutais usados pelo regime checheno para manter o controle desta república. Esta semana foi raptada e morta a tiro. Os seus assassinos passaram por vários controlos fronteiriços antes de jogarem fora o seu corpo na borda da estrada duma república vizinha...
Agora, Kadyrov preocupa-se por estar a ser acusado de fomentar este crime. Medvedev foi forçado a lamentar a morte e a elogiar o seu trabalho. A administração Obama diz-se "triste"... a Europa condena. Enfim, mais um crime que se arrastará até ficar sem castigo, nem responsáveis ...
____
Vd The Economist sobre a situação no norte do Cáucaso

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O regresso do "grande irmão"?


Se por um lado a “…Rússia exclui qualquer possibilidade de guerra com os Estados Unidos por causa da crise no Cáucaso…” por outro lado, os antigos satélites da União Soviética, reunidos na CEI (ou mesmo fora dela, caso dos estados Bálticos) não têm razões para estarem tranquilos depois das as acções e declarações das autoridades russas sobre a Geórgia.

Da Bielorrússia ao Azerbaijão, passando pela Moldávia e pela Arménia, as acções do exército russo e as justificações das autoridades constituem motivos de redobrada preocupação. A lição dada à Geórgia, e a defesa da minoria russofila, é uma lição que estes países, não poderão esquecer.

O Azerbaijão, rota alternativa da linha energética que o ocidente estão a construir para diminuir a sua dependência em relação à Rússia está particularmente inquieto. Tendo perdido o controle do Nagorno-Karabakh depois de um conflito sangrento, os azeris estão muito preocupados. O presidente Aliev comprimido entre os russos e os iranianos preferiria o ocidente (naturalmente mais distante e menos “sufocante”) Também na Moldávia os discursos de Putin sobre a defesa das minorias russas tem sido ouvido com apreensão devido à questão da Transnistria (russofila). E teríamos ainda os casos da Ucrânia onde a situação política é, no mínimo, confusa e onde a questão da Crimeia pode ser um problema.

ver, tb., aqui