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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Estatísticas... e Saúde


De acordo com os últimos dados do INE, a taxa de crescimento das despesas de saúde entre 2000 e 2008 superou em 14 pontos percentuais o crescimento do PIB, apesar de depois de 2005 praticamente não haver crescimento destas despesas... que nos dizem estes números?

quarta-feira, 17 de março de 2010

Notícias do Paraíso ...

A 13 de Janeiro, surgiu na blogosfera a notícia da morte - por fome e frio - de mais de trinta pacientes do Hospital Psiquiátrico de Havana. No dia seguinte, a Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional anunciava confirmava e, a 15 de Janeiro, o Ministerio da Saúde cubano, admitiu a morte de 26 pessoas.

Perante as fotos, alguém tem dúvidas da "face oculta" deste regime?

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A importância de se chamar A (H1N1)



A primeira grande consequência é que deixará de fazer sentido iniciar as postagens com referências mais, ou menos, simpáticas aos suínos. Ao mesmo tempo evita-se que um judeu ou, um muçulmano possam estar com a "gripe suína" ( evitando situações como esta) finalmente, espera-se reduzir o impacto económico ao separar o animal, da doença e dessa forma tranquilizar os consumidores.



A (H1N1) ... não mais poderei associar à gripe, o Speedy Gonzalez! Temia-se que a designação de "gripe mexicana" provocasse reacções xenofóbicas... e já que as consequências económicas são inevitáveis pois, o México, como destino turístico, ficará de quarentena até ao final deste episódio, procurou-se encontrar um nome ... neutro. Excelente escolha: A(H1N1)!

Imagino já as conversas entre um Oseltamivir e, o tradicional chá de mel com limão:
- Então engripado?
- Sim, tenho A(H1N1).

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Ora, cavalgando a onda do politicamente correcto, proponho fazer uma campanha para que a caravela-portuguesa, deixe de ser assim designada, uma vez que, pelas suas propriedades, esta espécie de alforreca é não só perigosa, como potencialmente letal. Nós portugueses nunca deveríamos ter sido associados a este temível ser. Precisaremos de um nome encriptado. Aceito sugestões.
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Interessante artigo sobre a misteriosa origem do vírus pode ser lido no New York Times.
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aqui falei sobre teorias conspiratórias na origem do vírus, eis a lista completa ... entretanto continua a crescer o número de casos.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Esclarecimento

Não, não se trata da "... mordaça que Vital Moreira pretende pôr aos problemas nacionais...”, no dizer de Paulo Rangel.
Nem de uma medida de prevenção contra a gripe, que já chegou à Holanda... e a Espanha também.
Trata-se das novas tendências da moda. Eis, a proposta do criador de moda Dickie Brown para o próximo outono.
Outras propostas igualmente seguras podem ser vistas aqui...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A vulnerabilidade (2)

... apesar daquilo que aqui escrevi, Deus continua presente.

A vulnerabilidade



O Sétimo Selo - o monge ou, a urgência de encontrar culpados

Os vírus Influenza são imprevisíveis porque se alteram muito rapidamente. A estirpe de gripe aviária que provocou a gripe espanhola, em 1918 passou das aves para o homem e mais tarde para os porcos (e outros animais).
A mutabilidade faz com que até os vírus conhecidos sejam imprevísives. Alguns associam-se até com outros, aumentando assim, ainda mais a sua imprevisibilidade. Depois de mudar de espécie hospedeira a influenza pode tornar-se mais, ou menos virulenta antes de estabilizar.

Epidemias de gripe têm sido registadas desde a antiguidade mas, só a partir do século XIX é que foram registadas com fiabilidade. 1889, 1918, 1957 e 1968 foram anos dominados pela pandemia de influenza. Em 1968, morreram 700 000 pessoas em todo o mundo devido à gripe de Hong Kong (a menos mortal de todas). A gripe espanhola, ou pneumónica, terá morto entre 35 e 100 milhões (não há consenso entre os estudiosos da matéria), entre estes contavam-se muitos jovens adultos que normalmente resistem melhor às epidemias.

As epidemias conhecidas comportaram-se como ondas. Chegavam e partiam. Em 1918, a gripe espanhola, teve uma primeira vaga, na Primavera, pouco virulenta. No outono, chegou a segunda vaga, essa sim, verdadeiramente letal que foi, depois, seguida em 1919, por uma terceira relativamente, menos severa.
Os peritos especulam que a baixa letalidade da primeira vaga se deveu ao facto de o vírus não estar ainda totalmente adaptado à espécie humana. À medida que se adaptou tornou-se mais letal. Contudo, há boas evidências de que as pessoas que estiveram expostas ao vírus, na primeira vaga, criaram imunidade.
Esta é uma explicação para o facto de que apenas 2% dos que estiveram expostos ao vírus, em 1918, morreram. A mortalidade foi mais elevada em comunidades muito isoladas que não tiveram qualquer contacto com vírus deste tipo.
Fonte: New York Times

Não deixa de ser curioso como o Homem no século XXI, por detrás de toda a sua tecnologia se sinta tão vulnerável perante a doença. E mais uma vez, vem acode à memória, O Sétimo Selo. Na Idade Média (como na antiguidade), as epidemias eram explicadas pela intervenção divina. A ideia da epidemia como castigo. No mui avançado século XXI, a intervenção de Deus foi relegada para um segundo plano e, por cada epidemia surge uma teoria conspiratória. Já assim era no passado, o boato acompanhou as epidemias de doenças e até as grandes epidemias de medo (séc. XVII). Transcrevo um dos comentários publicados no Público que é revelador de que as teorias conspiratórias estão em marcha:
"Daqui a umas semanas o Obama acusa o irão de bioterrorismo e começa outra guerra! É sempre a mesma finta!! A CIA lança o virus no méxico e culpam alguém ... a CIA planeia o 11 de setembro e culpa alguém...é SEMPRE IGUAL!! ACORDEM!!"

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O SNS preparado...
...mas ainda não há casos registados...
nível 5 de alerta...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ciber-informação em tempos de gripe

Clique na imagem para ver mapa interactivo

A gripe suína tornou-se um dos temas mais procurados no Google. Nos últimos dias, logo que se tornaram públicas as preocupações, a blogosfera procurou respostas online para esta nova ameaça global. Esta imagem, ilustra bem a reacção dos internautas:

O papel da internet em situações de crise poderá ter aqui mais um teste. No passado, em situações análogas o boato causou muitas vítimas e estragos. Ora, a internet com tudo o que tem de bom, em matéria de partilha de conhecimento, pode ser presa fácil do alarmismo e, do boato.
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Mas "... o facto é que existem ainda muitas interrogações sobre este vírus. Uma delas, como diz Keiji Fukuda, é por que é que está a fazer mortes no México (150) e não nos Estados Unidos ou noutros países, onde as pessoas afectadas têm uma doença moderada." in, Público

Da resposta a esta pergunta poderá depender o real perigo desta nova infecção. O ministro da Saúde mexicano tenta responder a esta pergunta, aqui.
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Confirmam-se dois casos em Inglaterra...
... e em Portugal... não há casos de gripe mexicana em Portugal, diz a ministra...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Pandemia ameaça recuperação económica

Os receios pandemia já se fazem sentir nos mercados mundiais. Estes artigos reflectem essa preocupação:
"Aunque aún es muy pronto para evaluar los efectos económicos del brote de gripe porcina, que ha causado la muerte de más de 100 personas en México y ha infectado a otras 20 personas en EEUU, ya ha causado el temor a que alargue la actual situación de recesión mundial."in, El Mundo

"An outbreak of swine flu dampened tentative hopes for the global economy, sending markets lower on Monday and analysts fear a possible pandemic could force countries further into recession." in, Reuters

European and Asian travel stocks were hit hard on Monday as investors got their first chance to react to news of the outbreak of deadly swine flu in the Americas." in, Financial Times
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Ver também aqui, aqui.

As duas faces da gripe porcina

Clique na imagem para aceder a mapa interactivo
Quase todos os que morreram no México devido à nova estirpe do virus da gripe têm entre os 20 e os 40 anos ( contam-se, até à data, 103 mortos). Nos EUA, as vítimas estavam na faixa etária entre os 9 e os 50 anos. Em todos os casos recuperaram embora, pelo menos dois pacientes precisassem de ser hospitalizadas.

A grande preocupação que este surto de gripe gerou deve-se em parte ao facto de a gripe ter sido fatal para tantos jovens-adultos (o que é a marca das piores epidemias). Geralmente, as mortes devidas à gripe ocorrem sobretudo, entre os mais jovens e os mais idosos.
Uma das questões que está a intrigar os cientistas é o facto do virus se comportar de modo diferentes no México e, nos EUA.
As autoridades sanitárias do México parecem não ter certezas sobre o ponto da situação: está a diminuir ou, continua a propagar-se e a infectar novas vítimas? Qual a real letalidade do vírus?

As gripes normais matam em média 1% dos infectados. No México, 70 mortes em aproximadamente 1000 casos representa uma taxa de mortalidade de 7%. Comparativamente à gripe espanhola (1918-19), que terá tido uma taxa de mortalidade de 2,5% (40 milhões de mortos).

Enquanto não se consegue responder, à questão da diferença de comportamento do vírus dos dois lados da fronteira, vai-se especulando:

-a melhor alimentação daria aos americanos mais defesas imunológicas e fá-los-ia menos susceptíveis à doença;

-a qualidade do ar no México é terrível, também isso, poderá contribuir para uma maior mortalidade;

-a diferença no acesso e qualidade nos cuidados de saúde poderia ser uma explicação...

Como se vê nesta fase há mais interrogações do que respostas.
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Por cá, teremos de nos preparar para receber esta indesejável visita... que entretanto já chegou a Espanha.
...entretanto, ao nível da UE...

Do México para o Mundo



Um rápido olhar pelo espaço aéreo Norte americano. Uma animação que reconstitui o mundo agitado da aviação apenas, no espaço dos EUA (ver aqui imagens de alta definição). Cada tipo de voo transformado numa linha, numa cor. Percebe-se bem, a dificuldade de conter uma epidemia nos dias de hoje. No passado, as epidemias eram contidas pelo isolamento geográfico hoje, a velocidade com que se podem propagar é estonteante.
Por isso, o recente surto de gripe "mexicana" tornou-se rapidamente numa preocupação internacional. Nos dias de hoje, em caso de pandemia, é uma questão de tempo até que se anuncie o primeiro caso em Portugal.

terça-feira, 7 de abril de 2009

A dúvida...

" ...não há nenhuma boa razão que impeça que os medicamentos de venda livre, não sujeitos a receita médica, possam ser adquiridos em qualquer estabelecimento, mesmo que não uma farmácia, desde que reuna as condições técnicas exigíveis de qualidade e segurança, nomeadamente o controlo técnico por um farmacêutico. Nada justifica que esta situação se mantenha, a não ser uma legislação obsoleta. Pois bem, isto deve e vai ser alterado. Os termos desta alteração serão, como é natural, discutidos com todos os interessados, mas a nova legislação basear-se-á num critério claro e preciso: o interesse do cidadão e do consumidor na acessibilidade aos medicamentos. Para este Governo, a defesa da concorrência e a defesa do consumidor são para levar a sério..."

Em tudo isto há, para mim que sou leiga na matéria, um a contradição insanável: por um lado, podemos comprar medicamentos de venda livre no supermercado mas, a farmácia que tem uma direcção técnica não pode subsitituir o medicamente de marca, por outro que nos dizem que é igualzinho mas, muito mais barato ...
Mais, tendo em conta, o peso da conta da farmácia este poderia ser um benefício para o consumidor, ou estarei enganada?
E nesse caso, quem me engana? Quem diz que o genérico é "igual" ou, quem me receita um medicamento (mais) caro?
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“A legislação dos genéricos tem sofrido alterações sucessivas, que denotam, claramente, os interesses envolvidos e as contradições do poder político”. João Cordeiro, ANF, in, Público

sábado, 28 de março de 2009

Ainda sem resposta

fonte: EPER relatório de 2004

O PSD do Seixal, apresentou uma moção, em 19 de Novembro de 2007 onde questionava a câmara do Seixal sobre a contaminação do solo, água e ar nos terrenos da Siderurgia Nacional.
Eis, as perguntas que ainda não obtiveram resposta:

1- Qual a quantidade de depósitos orgânicos descarregados na água, actualmente?

2- O que foi/ está a ser feito para impedir a contaminação do ar na área de Paio Pires?

3- O que está a ser feito para impedir a propagação de partículas na atmosfera STP/SPM (vulgo, pó)?

4- Qual a evolução havida relativamente aos óxidos de azoto?

5- Quais as garantias dadas relativamente à inocuidade das sucatas radioactivas e quais os procedimentos que se estão a observar para salvaguardart eventuais riscos para a saúde pública?

6- Existem ou não estudos sobre os efeitos que a exposição prolongada a todo este conjunto de poluentes teve/tem para a população do concelho, particularmente, para a população das freguesias de Paio Pires, Arrentela e Seixal.

7- No contexto dos projectos que se anunciam para esta área, como se irá proceder à descontaminação dos solos e da Lagoa da Palmeira?

Perguntas pertinentes que continuam no ar e que ninguém parece muito interessado em responder.
Sobre o mesmo tema veja aqui, e aqui.


sábado, 21 de março de 2009

Ambiente versus Economia (2)

Ver infografia do projecto
Ver Relatório do Projecto do Arco Ribeirinho [Confidential Draft]

"Hidrocarbonetos, metais vários, cianetos, amónio, benzeno – a lista estende-se ainda por mais uns quantos símbolos químicos de substâncias perigosas e altamente poluentes. E estão descritas num estudo da consultora FBO, a que o SOL teve acesso, sobre a qualidade dos terrenos da antiga Siderurgia Nacional, na margem sul do Tejo.

A contaminação chega às águas subterrâneas, segundo este estudo de 2003 – o último levantamento independente feito à zona – que identificou cerca de 1.350 milhões de toneladas de resíduos acumulados naqueles terrenos, em particular nos que são referidos como «Vazadouro III».

É precisamente aqui que está previsto construir uma parte da nova área residencial «para casais jovens e de meia-idade», integrada no novo megaprojecto do Governo para o Arco Ribeirinho Sul – uma 'megapolis' que abrange os cerca de mil hectares das antigas zonas industrias do Seixal, Barreiro e Almada, e que constituirá a futura cidade aeroportuária."
in, Sol

No seu requerimento ao Ministério do Ambiente, o deputado Luís Rodrigues, pretendia que a proposta do Plano Estratégico do Arco Ribeirinho Sul fosse tornada pública. Mas, neste como noutros casos, a informação é cuidadosamente gerida para evitar ondas de choque... inconvenientes em qualquer bom negócio.

Já seria preocupante se uma entidade privada o fizesse mas, o Estado? Numa situação em que pode estar em causa a saúde pública, "abafar" o teor das conclusões deste estudo poderá revelar-se criminoso. Mais, é certo que as autarquias vêem neste projecto um meio para aumentarem as suas receitas mas, estarão dispostas a arriscar o bem-estar das populações, de forma acéfala?

A questão que se impõe é a de saber, em que medida, é possível descontaminar a curto prazo estes solos e, se tantos resíduos perigosos (no solo/ em suspensão no ar) podem ser descartados enquanto ameaça para a saúde pública. Poderíamos ainda colocar outras questões: como a de saber qual o impacto que uma decisão destas terá para os trabalhadores das indústrias transformadores aí existentes; ou, se a construção de uma "megapolis" (literalmente "grande cidade"), numa área de grande densidade populacional é sensata. Mas, estas e outras questões tornam-se menores, face aos dados do estudo.


quinta-feira, 24 de julho de 2008

Das baratas e outros bichos

Hoje o Correio da Manhã publicava o lamento de uma leitora que as "...residências, parques e a via pública das zonas de Corroios, Quinta do Brasileiro e Miratejo estão a ser invadidas por uma praga de baratas, algumas delas voadoras, o que é sinónimo de mal-estar para as pessoas que habitam estas localidades." A verdade, é que as baratas são apenas um dos males. E os ratos? E, em plena cidade de Amora nas proximidades de terrenos votados ao abandono os moradores têm medo de abrir as janelas por causa das cobras!...

sábado, 24 de maio de 2008

Do Homem de Vetrúvio aos nossos dias

In, Time

Comemora-se, hoje, o Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade.

No passado, "gordura era formosura" mas, nos dias de hoje nas sociedades ditas desenvolvidas a obesidade é cada vez mais um sério problema de saúde pública. Em Portugal, existem cerca de quatro milhões de pessoas têm excesso de peso, dos quais aproximadamente um milhão são obesos declarados e cerca de 380 mil são super-obesos.
A Organização Mundial de Saúde reconhece a obesidade como problema de saúde pública e apresenta-a como um dos dez factores de risco para a saúde global.