segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Solidariedade versus Jerónimo Martins
domingo, 1 de agosto de 2010
Uma fresca controvérsia
O anúncio aparentemente banal convida os que se sintam sedentos a uma "Lech fria/fresca". Nada de admirar numa cerveja. O "diabo" está no nome da cerveja (Lech) e no local onde a publicidade foi colocada: frente ao local onde os restos carbonizados do malogrado presidente polaco Lech Kaczynski jazem. Agora o Partido do antigo presidente indigna-se com o anúncio e exige que seja retirado e sob o lema "os verdadeiros polacos não bebem Lech"surgem apelos ao boicote à marca via Facebook.terça-feira, 1 de setembro de 2009
Gdansk, 70 anos depois

As capas dos jornais polacos que há 70 anos anunciavam o início das hostilidades. O fim da paz (podre) que reinava na Europa. O ataque do exército alemão à Polónia. Capas de jornais que incitavam à resistência em nome da liberdade, da independência e da honra. Dias depois seria a vez do exército vermelho invadir o território esmagando toda a esperança e tornando a Polónia vitima de dois totalitarismos.Hoje, numa cerimónia em Gdansk os antigos inimigos encontraram-se para relembrar o passado e para falar do futuro. A este reencontro entre alemães, polacos, russos, ucranianos... não faltaram nem polémicas, nem pedidos de desculpa e promessas. Putin, escreveu uma "carta aos polacos" em que procura justificar o pacto Molotov-Ribbentrop tentando melhorar o relacionamento dos dois povos e acenando com a reconciliação no quadro de um mundo "democrático e multipolar". Ao mesmo tempo promete desclassificar o arquivo sobre o massacre dos oficiais polacos chacinados na floresta de Katyn, questão que os polacos levam muito a peito.
domingo, 26 de outubro de 2008
O Pecado de Kundera?
Nesta tragédia da vida real são quatro os protagonistas: Miroslav Dvoracek, ex-piloto do exército Checoslovaco, na altura espião dos EUA; Iva Militka uma jovem estudante e seu noivo Dlask (mais tarde seu marido); e Milan Kundera, comunista, ao que parece “controleiro” da residência estudantil.
Tudo se terá passado com a naturalidade de uma "brincadeira": Iva encontrou Miroslav. Este contou-lhe que vira na Alemanha um seu ex-namorado e, pediu-lhe para guardar uma maleta. Seguidamente, Iva contou ao seu namorado o encontro com Miroslav. Este, por seu turno terá informado o “controleiro”, Kundera, que terá entrado em contacto com a polícia.
Dvoracek foi, preso e condenado a 22 anos. Cumpriu 14, durante esse tempo trabalhou como um escravo nas minas de urânio. Depois foi libertado e, hoje, vive nos EUA. Nunca suspeitou que o autor da denúncia seria Kundera.
Um ditado popular, da época comunista, dizia que quando três checos se encontravam, dois deles eram informadores… Kundera, dedica muitas páginas à delação. Havia toda uma vasta gama de razões desde as “puras” (uma mente formatada pela propaganda ideológica está limitada) até às “impuras” (normalmente, relacionadas com o “sucesso pessoal”: ascensão no partido, emprego garantido perto de casa, apartamento maior, acesso a determinado produto ou loja…).
Penso, que as “secretas” procuraram que de alguma forma todos, absolutamente todos, num momento ou noutro estivessem implicados nesta actividade: verificar se os residentes de uma determinada casa eram efectivamente, aqueles que lá estavam registados; verificar se não existiam sinais exteriores de riqueza… Por vezes, para iniciar uma “relação” era pedido algo de inegável, porque inócuo: traduzir algumas páginas de um jornal estrangeiro, por exemplo.
Ninguém está a salvo destas suspeitas: Stanisław Wielgus foi forçado a resignar ao cargo de arcebispo de Varsóvia (a menos de uma hora da cerimónia) devido a suspeitas de colaboração com a Służba Bezpieczeństwa– polícia secreta polaca; Lech Walesa, o lendário dirigente do Solidariedade (Solidarnosc), também não escapou aos tentáculos da história e, apesar do seu papel de dirigente sindical nos estaleiros de Gdansk e, de ter contribuído, como poucos, para o colapso do comunismo real, nem ele escapou à suspeita de ter colaborado com a secreta.
As sombras do passado caem, hoje, pesadamente sobre os protagonistas do presente. E tal como no passado, a suspeição pode ser uma arma de arremesso pronta a cair em qualquer momento.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Reacção a frio


O Gazeta Wyborcza titula na sua primeira página a história das prisões da CIA em território polaco. Já o Rzeczpospolita Polska prefere destacar que os “polacos ganham mais e trabalham menos”.
Como se vê, não se intimidam por tão pouco.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
O primeiro dia da Guerra
31 de Agosto de 1939
Moscovo - é ratificado por unanimidade o pacto entre Hitler e Estaline (Ribbentrop – Molotov). A idade de recrutamento baixa dos 19 para os 17 anos.
Alemanha - . A rádio alemã divulga um plano de paz em dezasseis pontos que teria sido alegadamente recusado pela Polónia. A proposta refere-se ao corredor de Danzig (Gdansk), a manutenção desse corredor até ao leste da Prússia, e às minorias alemãs em território polaco. Nessa mesma tarde, a estação de rádio de Gliewitz, na fronteira germano-polaca, é atacada por “forças polacas”. De facto, eram prisioneiros polacos vestidos com uniformes alemães e organizados pelas SS para fornecer a Hitler, o pretexto para invadir a Polónia, no dia seguinte [onde se prova que quando se quer fazer uma guerra, se arranja sempre um bom pretexto …].
1 Setembro
Polónia - em cumprimento da directiva Directiva Número 1, às 4.45h,do dia 1 de Setembro de 1939, as tropas alemãs invadem a Polónia:
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Percepções
Não deixa de ser curioso que o semanário Wprost publique na sua capa uma imagem de “Adolf Putin”. Lendo os comentários que que têm sido feitos aos acontecimentos na Geórgia por parte de leitores/comentadores portugueses conotados com a vulgarmente designada “esquerda”, verificamos que a tentação é a inversa, ou seja, assimilar a figura de presidente georgiano à imagem de Hitler… por aqui se vê, a diversidade de sensibilidades que vai por essa Europa.
O jornal lituâno, Lietuvos Rytas, escrevia esta semana:
“ Com este ataque à Geórgia, a Rússia mostrou ao Ocidente que não tenciona mudar. Agressão e expansão – estes são os objectivos da liderança no Kremlin que já destruiu os frágeis alicerces da democracia russa. O povo russo, é bombardeado com propaganda tal como nos dias de Estaline, e qual a reacção dos países vizinhos e da NATO? Até agora parece que a Velha Europa está sobretudo assustada com o agressor e, ainda espera que um salvador tome o poder no Kremlin.”
Entretanto, uma sondagem publicada pela revista Wprost revela que:
40% dos polacos encaram a Rússia como o maior inimigo da Polónia e, que 49,8% dos polacos receiam um ataque russo (contra 38% que não acredita em tal possibilidade).
