
sexta-feira, 26 de março de 2010
Lisboa: cidade emparedada

sábado, 25 de julho de 2009
Inquietações

Quero ainda fazer algumas perguntas ao Partido Socialista.
Quando a APL começar a pagar as indemnizações ao concessionário e os reequilíbrios financeiros onde andarão os responsáveis políticos por esta decisão, Eng.º Mário Lino e José Sócrates?
Para quando a resposta do Ministro das Finanças ao requerimento do PSD de Junho de 2008, solicitando por parte deste a justificação da inexistência de concurso público?
O Arq. Manuel Salgado afirma que o Terminal de Contentores de Alcântara não será ampliado e a Presidente da APL, Eng.ª Natércia Cabral afirma que as “Docas” vão todas abaixo! Em que ficamos?»
domingo, 12 de julho de 2009
A Muralha de Lisboa

O anúncio público do Governo de que iria prorrogar o prazo da concessão deste terminal à concessionária Liscont, sem qualquer tipo de concurso, causou desde logo estranheza. O PSD apresentou em Junho do ano passado, um requerimento no Parlamento para que o executivo esclarecesse quais os fundamentos políticos e técnicos que levaram a esta decisão.
A publicação do DL 188/2008, o Governo autoriza a APL a alterar as bases da concessão por 27 anos (até 2042) triplicando a capacidade do terminal de contentores de Alcântara para 1.000.000 TEU, sem recorrer a concurso público. Estas solução criaria uma barreira com cerca de 15 m de altura e 1,5 Km de comprimento na zona ribeirinha de Lisboa.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Mistérios
Imagem publicada no China Daily, com esta legenda: "A woman rides her bike past a water display in Lisbon July 2, 2009."Alguém vê a bicicleta??
domingo, 19 de abril de 2009
Redescobrir o passado no Terreiro do Paço
No ano passado, a câmara do Seixal optou por arrasar os Estaleiros da Fidalga, contra aqueles que, como eu, defenderam que toda a obra deveria ser acompanhada por especialistas, para evitar uma eventual destruição de património contudo, a câmara prosseguiu as obras indiferente a tudo e a todos. Interessante, que de então para cá, já realizou no local duas Feiras dos Descobrimentos, pelo que, implicitamente, reconheceu algo que na altura negou: a (provável) ligação daquele património aos Descobrimentos.
A notícia do Público, de hoje (link indisponível), revela a descoberta dos vestígios arqueológicos, na Praça do Comércio e, a reacção do empreiteiro (Teixeira Duarte) :
"Depois de verem afluir ao local de cada vez mais arqueólogos entusiasmados, com máquinas fotográficas, os operários agiram: na quinta-feira cerca das 21h00 arrasaram tudo, ainda sem terem licença do Igespar para o fazer."Este, é mais um caso de património que necessita de ser estudado e que permitirá saber , até que ponto, as imagens que nos chegaram da Lisboa Antiga (anterior ao terramoto de 1755), com as suas estruturas portuárias são, ou não, fantasiosas.
Sabendo que a pressa é inimiga do património, espero que apesar dos prazos (abrir a Praça do Comércio ao trânsito automóvel e proximidade das eleições autárquicas) se possa , ainda, salvaguardar o património, agora, descoberto.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Lisboa 1756
domingo, 9 de novembro de 2008
Que linda falua que vem de Belém...
De facto, estas estampas fazem parte de um livro publicado em 1826, da autoria de A.P.D.G., um estrangeiro (inglês) que tendo vivido durante alguns anos em Portugal (final do séc. XVIII e até c.1823) descreve num misto de admiração e, muito preconceito (assumido), a capital portuguesa e alguns dos seus usos e costumes (alguns "impróprios para as senhoras britânicas").
Muito interessante a descrição que faz dos marinheiros e das embarcações típicas do Tejo, a falua, a "moletta", o catraio... e relata com alguma estranheza o entusiasmo dos portugueses pelos "banhos" de rio descrevendo as praias fluviais.
sábado, 18 de outubro de 2008
E, se chovesse sete dias sem parar?
No domingo, as chuvadas da tarde provocaram o caos no Fogueteiro e Paivas, com a Avenida 1º de Maio (antiga estrada nacional) a ficar intransitável, o Pingo Doce a ter de encerrar, o costume.
Hoje, foi em Lisboa. Chuva forte, granizo e ... benvindos aos caos!
Estas situações repetem-se invariavelmente todos os anos nos sítios do costume. Mas, à portuguesa vamos adiando a solução para as calendas e, em certos casos vamos, mesmo, agravando o problema.
sábado, 12 de julho de 2008
Lisboa, vista pelo New York Times
terça-feira, 17 de junho de 2008
Lisboa, capital do azulejo
Estes são apenas alguns dos padrões de azulejo que podem ser encontrados nas fachadas dos prédios de Lisboa ... e arredores (ver todos os padrões), muitas destas fachadas encontram-se danificadas ou em risco de desaparecerem por isso, esta forma de os ressuscitar digitalmente me parece tão interessante.O revestimento a azulejo, além de económico, apresentava a vantagem de ser impermeável e de permitir o isolamento térmico ao reflectir o calor.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Tratado de Lisboa, o mal amado?
Depois de 6 anos a redigir um texto. Negociações infindáveis, requerimentos, alterações, revisões e, traduções a União Europeia parecia ter finalmente atingido o seu objectivo: alcançar alguma coisa parecida com uma constituição, o Tratado de Lisboa. Na sequência deste tratado poder-se-ia, até, atingir uma política externa comum, a Europa a uma só voz… algo equivalente a um ministro dos negócios estrangeiros mas …isso não aconteceu.
Primeiro, foi o susto polaco com o presidente Kaczynski a expressar as suas dúvidas e a obrigar o recém-eleito Donald Tusk a um esforço negocial de última hora para impedir o veto presidencial. Agora, foram os 860 000 votos dos irlandeses que bloguearam todo o processo.
Qualquer que seja o desfecho o Tratado de Lisboa não entrará em vigor na data aprazada. A hipótese de realizar um segundo referendo na Irlanda parece arriscada até porque poderia arrastar a novas alterações impostas por britânicos e polacos (por exemplo) num nunca acabar de negociações.
Este bloqueio poderá ser o fim do sonho de uma Europa Unida tal como tem vindo a ser concebida. Este pode ser o momento em que a União Europeia regressa a uma simples aliança económica, uma aliança a várias velocidades com a França e a Alemanha como dinamizadores do processo.
O que eles dizem sobre o Não Irlandês
“Why am I so confident that the Lisbon treaty is going to be implemented? Because, contrary to widespread protestations, Europe’s leaders actually have a plan B. It is not a pretty plan. Just listen to what senior French and German politicians had to say over the weekend. Frank-Walter Steinmeier, the German foreign minister, suggested on Saturday that one way to implement the treaty was for Ireland to withdraw temporarily from the process of European integration. This is a fairly exotic comment for an otherwise non-exotic minister. I had no idea that that you could temporarily withdraw from the EU and rejoin it later, as though you were buying a forward contract with an option attached. What he is saying in effect is that Ireland should quit the EU.”
Wolfgang Münchau, Finantial Times
If I am an elected politician in Ireland, our highly sensitive electoral system means that I am a slave to middle-ground opinion, especially floating voters. As most middle-ground floating voters are also Yes voters, that leaves me with a simple choice: side with the Yes vote and anchor my voting base in the centre, or side with the Nos. The trouble with the latter strategy is that No voters come from either side of the ideological spectrum. […]
Even if the No vote becomes almost as large as the Yes vote, this is a losing strategy -- because on issues other than Lisbon (taxation, the US arms industry) my No voters are diametrically opposed to each other and I can't unite them in support for me.
Hence, my only option is to side with the Yes voters and appeal to either the left or right by reaching out from the centre to the edge (but not too far).”
Marc Coleman, Sunday Independent
“The idea is not clinically dead yet, of course, although it soon will be. It was misconceived from the start. In fact, it began as the dying gasp of an even older idea, that of a federal Europe, which was the treasured project of the bureaucratic elite that created the European Community for the best of reasons after the Second World War. For that elite, the enlargement of the EU, which expanded from 15 members to 25 four years ago, was an excuse to finish their historic task. For the rest of us, this expansion was proof that a new constitution was unnecessary.[…]
The top reason given for voting "No" in Ireland, by 30 per cent in an Irish Times poll, was: "I don't know what I'm voting for/I don't understand it." Some of the reporting of the referendum hinted that this reflects badly on the Irish. On the contrary, it is entirely rational. If the advocates of the Lisbon Treaty have been unable to explain its benefits – if they have been unable to make a simple case for it to one of the most pro-European electorates in the Union – it did not deserve to pass."
John Rentoul, The Independent
"The Lisbon treaty project ended with the Irish voters' decision and its ratification cannot continue…"
[....a] "victory of freedom and reason over artificial elitist projects and European bureaucracy"[…]"
"Toda a Europa deveria agradecer à Irlanda a derrota de um processo que possibilitaria uma maior unificação e a supressão das nações-estado, a "Europa das regiões", dando azo a uma unificação a partir de cima como é o espírito do Tratado de Lisboa..." (tradução livre)
Vaclav Klaus, Presidente Checo

