via, Der Spiegelterça-feira, 10 de novembro de 2009
Berlim, Lisboa - vinte anos depois
via, Der Spiegelquarta-feira, 4 de novembro de 2009
Berlim, Lisboa vinte anos depois (1)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Poderemos ignorar?

"Vai por aí grande algazarra opinativa por a novel deputada comunista Rita
Rato, licenciada em Ciência Política, ter afirmado que nunca ouviu falar do
Gulag e que "nunca esto[dou] nem l[eu] nada sobre isso". "Isso" foram "só"
milhões de mortos, a maior parte presos políticos, em campos de concentração da
ex-URSS, uma espécie de Tarrafal multiplicado por números inimagináveis..."
Opinião de Manuel António Pina, para ler, aqui.
domingo, 19 de julho de 2009
É urgente, ficar inteligente
“A voz do povo é a voz de Deus” dizia-se quando, em tempos providencialistas, se precisava incluir o 3º Estado nas escolhas políticas. A democracia, trouxe depois, a necessidade da legitimação pelo voto, cada vez menos regimes totalitários conseguem escapar à ilusão da democracia através das urnas, nem que para isso, os resultados sejam … engendrados. Do Portugal de Salazar, à Alemanha de Hitler; da URSS, à Coreia do Norte, ao Irão, a … as grandes manifestações “de massas” são uma forma de mostrar a fidelidade “aos queridos líderes” ; de participar no círculo mágico do poder assegurando simultaneamente a segurança pessoal e, o rendimento (emprego, cargos…), o que doutra maneira não seria possível.
Entretanto, nesta era da informação talvez fosse interessante pensar, no muito que há a fazer, para assegurar a sustentabilidade do planeta para as próximas gerações. Por isso, é urgente fazer as "opções certas" e para o fazer, mais do que fulanizar os políticos, é necessário analisar criticamente propostas e resultados... ou seja, "ficar inteligente".
sexta-feira, 17 de julho de 2009
A Constituição e as ideologias

"Alberto João Jardim ateou fogo ao debate político quando sugeriu extinguir o comunismo na próxima revisão constitucional. Jardim erra porque as ideologias não se extinguem por decreto, nem se proíbem no papel. As ideologias morrem, e desaparecem naturalmente, quando caem em descrédito.[...]" in, O Insurgente
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Sobre a cegueira
De facto, o que dizer disto:
“[…]o Partido Comunista Português:
1 – Expressa a sua solidariedade a esta activista espanhola [Remedios Garcia Albert] dos movimentos pela paz e de solidariedade com os povos […]
4 – Chama a atenção que a detenção de Remédios Garcia foi efectuada à luz de legislação dita «antiterrorista» que, em nome de um suposto combate ao terrorismo, visa a restrição das liberdades dos cidadãos e a criminalização das pessoas e organizações que não se rendem à ordem mundial do imperialismo.[…]”
[Sobre a prisão de Remedios Albert, ver aqui]
Ou disto:
“Não espanta pois que o TPI se preste a tais propósitos [no Zimbabué, “o imperialismo não desiste da sanha reconquistadora e recolonizadora – o real leitmotiv das suas campanhas contemporâneas em África, travestidas de humanitarismo, promoção da «boa governação» ou combate ao terrorismo”; no Sudão, “os planos expansionistas dos EUA e da NATO que nos últimos anos não esconderam o desejo de intervir naquela zona estratégica e rica em recursos petrolíferos…” e combater “a influência «nefasta» da China”].
"[ O TPI é] um instrumento supranacional da justiça de classe dos poderosos. Seria excessivo, talvez, esperar que afrontasse as causas estruturais da exploração e miséria humanas no planeta, apontando o dedo à iníqua ordem vigente. Tão-pouco os crimes de guerra de Bush & Cia: não esperarão pelo TPI os milhões de vítimas das guerras de ocupação, do Iraque à Palestina. Os carrascos da bárbara agressão à Jugoslávia podem continuar a interceder por novas guerras de rapina. Guantánamo e os voos da CIA permanecerão uma miragem.”
Estas ligações, estas solidariedades, esta incapacidade de ver para além da ideologia é para mim, absolutamente espantosa. O maniqueísmo dela resultante é assustador. Uma realidade a preto e branco, sem cinzentos. Em que o “mal” (identificado como americanos/capitalismo) está claramente identificado e tudo é legitimo e legitimado em nome da luta contra esse "mal". Trata-se de uma simplificação muitíssimo perigosa da realidade que leva à legitimação das piores atrocidades em nome daquilo que se pretende ser o "bem".