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quarta-feira, 29 de julho de 2009

União Ibérica?

"La unión política entre España y Portugal es una idea que divide a los portugueses y causa indiferencia en España. El 39,9% de los ciudadanos del país vecino es partidario de integrarse con España en una federación, mientras que la mayoría de los españoles expresan su desinterés cuando se les plantea la propuesta, según una encuesta de la Universidad de Salamanca que fue presentada este martes en la sede de la Secretaría General Iberoamericana en Madrid. El 30,3% de los españoles apoyaría la creación de una unión ibérica." in, El Pais

No El Pais, um dos temas de capa da edição de hoje é a União Ibérica. Vale a pena ler o que pensamos, de ambos os lados da fronteira.
A ideia de que de "Espanha nem bom vento nem bom casamento" parece ter sido esquecida com os números a indicar que a maioria dos portugueses gostaria de ver o espanhol nas escolas, e com uns expressivos 97% a indicar que uma federação traria mais desenvolvimento económico... quanto aos espanhóis, eles parecem bem menos entusiastas do federalismo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Bons exemplos


"El sistema de regulación de los bancos españoles se ha convertido en "un modelo para los creadores de la política global en busca de ideas frescas para evitar una repetición de la debacle". Con estas grandilocuentes palabras se inicia el artículo que el Wall Street Journal lleva a su portada de hoy bajo el título "España proporciona un modelo en el esfuerzo por salvar bancos", un análisis pormenorizado del éxito de las medidas adoptadas por el Banco de España y en especial el sistema de provisiones para posibles pérdidas en el futuro que se hizo obligatorio a partir de 2000.[...]
Medidas a imitar
El análisis de hoy recuerda que las medidas no fueron "bien recibidas", que no son las "únicas posibles" y que pueden entrañar cierta pérdida de competitividad, pero también reconoce que han ayudado a los bancos a "deshacerse de la turbación (que ha afectado al sistema financiero) de manera notablemente aceptable, a pesar del muy publicitado colapso de la burbuja inmobiliaria". [...]
El diario neoyorquino defiende estas medidas "anticíclicas" y se apoya para ello en las declaraciones del ex gobernador del Banco de España, Jaime Caruana, al que considera uno de los artífices del sistema regulador, aunque no nombra al principal muñidor del sistema, el gobernador Luis Ángel Rojo.[...]"
Ler na íntegra, El País
Infelizmente, parece que continuamos a acreditar que "de Espanha nem bons ventos, nem bons casamentos" ... temos o mau exemplo do BPN, pois, o Banco de Portugal parece ter-se limitado ao papel de figura de estilo.
Ora, o que estaria o regulador a fazer que de tão distraído, tão alheado não se apercebeu que algo ia mal no reino do capital (BCP, BPN)... esperemos que não haja mais surpresas.

***
Ora, ou muito me engano ou vamos ter outras surpresas não só por isto (um número manifestamente insuficiente de técnicos), mas também (sobretudo?) por isto:
"Os partidos da oposição estão indignados com a notícia avançado ontem pela SIC: um administrador do Banco de Portugal foi, ao mesmo tempo, representante de Manuel Pinho em negócios pessoais quando o actual ministro era administrador do Banco Espírito Santo. O ministro acabou por convidar depois Manuel Sebastião para dirigir a Autoridade da Concorrência. A oposição diz que, perante isto, está em causa a independência das entidades que regulam o mercado."

terça-feira, 17 de junho de 2008

Africanização da Península Ibérica

:A água sem a qual não existiria vida, sem a qual não existirá vida. Recurso cada vez mais escasso, cada vez mais precioso. Sustentabilidade e inovação são duas palavras chave para a preservação deste recurso numa das regiões mais ameaçadas pelo fenómeno do aquecimento global: a Península Ibérica.

Em Espanha os campos luxuriantes, e os campos de golfe são enganadores. Não existe abundância de água, antes pelo contrário.

No sul de Espanha, a crise da água foi acelerada pelos agricultores. Culturas como os legumes precisam de muita água. A água é claramente insuficiente. Os poços (na sua maioria ilegais) secaram. A água vende-se agora no mercado negro e importa-se de França. A água que se tornou ainda mais rara, à medida, que também a norte se fazem sentir os efeitos da seca.

A falta de água levou mesmo à prisão de responsáveis que permitiram a construção de edifícios em locais onde não havia água

As guerras do passado eram sobre a terra, as do presente sobre o petróleo as do futuro travar-se-ão pela água (de facto, isso já acontece).

terça-feira, 27 de maio de 2008

O drama da seca

A imagem, do antes e do depois, é a melhor ilustração da seca na vizinha Espanha. Construída no séc. XI, encontrava-se submersa desde há centenas de anos. A seca tornou-a na mais "recente" atracção turística da região.

A Espanha está a viver a pior seca dos últimos 70 anos. A bacia do Mediterrâneo está a aquecer e a secar. E neste processo Barcelona está a mostrar-nos o que pode acontecer a uma cidade moderna … sem água. O fornecimento de água à cidade de Barcelona depende agora de um navio procedente de Marselha mas, a distribuição de água é disputada por outras localidades numa amostra do que poderão vir a ser as futuras guerras pela água.

As alterações climáticas, o desperdício de água na agricultura, os aldeamentos turísticos e suas piscinas os campos de golfe tudo tem contribuído para agravar o problema da desertificação no litoral sul de Espanha.

Para a maioria dos catalães a água é, hoje, o problema número um. Por isso, estão entre os europeus que mais poupam água mas, isso, não é suficiente.

E nós por cá? A impermeabilização dos solos continua a bom ritmo. Crescem cidades onde antes eram florestas. Piscinas, campos de golfe … Isto para já não falar da contaminação da água … enfim, as alterações climáticas irão constituir para a Península Ibérica um sério desafio para o qual nos teremos de preparar. Para onde nos levará o modelo de desenvolvimento que adoptámos? Não seria tempo de pensar no futuro?