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sábado, 20 de março de 2010

A similitude


Depois de ler isto ... não resisti.
Relembrar Calimero tornou-se inevitável.
Sim, quantas semelhanças entre os dois personagens!...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A escolha


O líder da JS afirmou, hoje, que a "... drª Manuela Ferreira Leite faz-nos lembrar uma professora primária conservadora do antigamente, que passa raspanetes a quem dela discorda. Fala com os jovens como se estivesse a aplicar o Estatuto do Aluno no plano disciplinar".

A imagem foi mal escolhida por dois motivos. Em primeiro lugar, porque consta que a sra. minista MLR, começou por ser professora primária e só depois evoluiu... além disso, tem caracterizado a sua intervenção pelo tom azedo e enfastiado e, pelas cores sombrias que habitualmente enverga. Ela sim, parece uma professora do antigamente, o que quer que isso signifique. Mas há outra razão pela qual, Duarte Cordeiro, deveria ter hesitado antes de falar: tornou-se agora inevitável a comparação entre a professora competente e o aluno cábula. Esta comparação, não é favorável a Sócrates, do armário do anedotário nacional vão surgir esqueletos, piadolas de oportunidade sobre o diploma domingueiro, o inglês técnico e as casas de campo têm andado algo esquecidas agora, depois desta comparação, teremos toda a legitimidade para lembrar o que jazia semi-adormecido...

Já aqui escrevi que a estratégia do PS, parece assentar numa escolha simples entre um primeiro-ministro que nos quer convencer da sua auto-proclamada modernidade, num estilo "prá frentex" e, um PSD "pintado" como conservador, retrógrado. Ora, como todos já perceberam (até Pina Moura!) a escolha não é essa. A escolha está entre alguém que promete não importa o quê, com o objectivo único de manter o poder e, MFL que tem procurado pautar a sua intervenção por uma grande contenção e rigor, evitando prometer "mundos e fundos", num estilo contrário à política espectáculo.

Novas deste país

Leio no CM, e não posso deixar de me rir: "Sócrates e Fátima Lopes vencem Sexy Platina"! Já só faltava Sócrates, o sex symbol...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mistérios em noites de Verão


Os ditos e mexericos de que o país se encheu em vésperas de eleições.
O programa do PSD... tanto se tem dito sobre o programa, tamanha é a ânsia de se afiambrarem às propostas... no ano passado, era o "silêncio de Manuela". Um silêncio que fez correr rios de tinta. Este ano, é o programa. Ora, convenhamos que PS se mostra preocupado. As propostas, os autores, a proximidade relativa a Belém ... tudo preocupações que emanam directamente do largo do Rato em direcção à rua S. Caetano...
Nos últimos anos falou-se muito de asfixia democrática: os sindicalistas que foram identificados, a polícia em visita às escolas, as interferências mais ou menos veladas na comunicação social, os dirigentes do PS a queixarem-se na praça pública de sanhas persecutórias... e agora a história do adjunto, uma história um tanto caricata que só ganhou as primeiras páginas porque o PS quer por força tornar Cavaco numa espécie de "Sampaio" do PSD em vésperas de umas legislativas de onde dificilmente sairá um governo maioritário, e dessa forma limitar a intervenção do presidente.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Bruxa, precisa-se

imagem via, Educação do Meu Umbigo

Que dizer?!
Depois deste fiasco blogosférico talvez, Sócrates deva deixar os homens do marketing e ... ir à bruxa. Desde que se começou a falar em "cabalas" que as coisas para o Largo do Rato têm vindo a ficar cada vez mais negras.
Agora até as sacro-santas tecnologias falharam, que mais lhes irá acontecer?!

sábado, 11 de julho de 2009

Quem semeia ventos, colhe ...


Subitamente, o “PS de Sócrates” começou a ser má onda. Hoje, ninguém acredita que seja possível a Sócrates maioria absoluta e, cada vez mais se questiona a mera vitória deste PS. Para os socialistas, que aguentaram estoicamente as críticas, chegou a hora de preparar a era pós-Sócrates.

Manuel Alegre, mantém a posição estratégica: um pé dentro, outro de fora. Num dia, partilha a mesa de Sócrates no outro, “atira-se a ele”. Manuel Alegre mais uma vez se coloca na linha de partida das presidenciais. Fala para dentro de um PS cuja vitória nas legislativas está cada vez mais na dúvida e, para uma esquerda que poderá querer fazer dele o “seu homem” em Belém. E nesta perspectiva, Sócrates é já o escolho do naufrágio.

Mas também António Costa sente que o peso da governação socialista se abate sobre as suas pretensões à câmara de Lisboa. E, por isso, também ele se demarca cautelosamente, para poder, ainda assim, disputar o voto dos descontentes com o governo.

Esta legislatura ficou, desde cedo, marcada pela crispação. Infelizmente para o governo, o timing da descompressão ficou irremediavelmente comprometido pela crise. Não há distribuição de computadores que rivalize com o espectro do desemprego, não há obra pública que faça esquecer as dificuldades que quotidianamente os portugueses têm que vencer. Não há imagem que se sobreponha às agruras do dia-a-dia. E quando assim é, o pão e o circo já não bastam. O número de descrentes cresce e com ele avolumam-se as vozes dissonantes.

A imagem de Sócrates já não é a do homem que triunfa na arena da política é, a de alguém de quem crescentemente se duvida fora e dentro e do PS. Sócrates está finalmente ao alcance das críticas ...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Agora é oficial

"Desde esse dia [7 de Junho], tal como foi dito logo na noite eleitoral, passou a ser oficial que Sócrates não era invencível. O facto parece simples, mas não é. A partir dessa noite, tudo começou a mudar. Fidelidades foram postas em causa. A serenidade desapareceu. O nervosismo cresceu. Em duas semanas, foi o que se viu. Tudo correu mal, até um debate dito do Estado da Nação. Não há nada como os votos! Já muito vinha de trás, caso contrário os resultados eleitorais não teriam sido aqueles. Mas não era visível, nem oficial. Não havia provas. Passou a haver."
Um texto de António Barreto a não perder, aqui.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

domingo, 28 de junho de 2009

Diálogo Socrático

"Socratic dialogue", é o título de um artigo que a revista The Economist, publicou em finais de Abril. Um artigo que reflecte sobre a situação económica e, política de um país (o nosso) em que o primeiro-ministro aparece enredado "numa campanha negra" e, que mesmo assim, se arrisca a ser favorito (estávamos em Abril) nas eleições de Outubro.
Dois meses depois ainda vale a pena ler.

"A lousy economy, glum voters—yet the prime minister may still win in October

THE Portuguese are among the glummest people in Europe. According to a Eurobarometer poll, 92% see the economic situation as bad; fully 95% are depressed about their job prospects; and over half are “dissatisfied with the life they lead”. Within the European Union, only easterners from Hungary and Bulgaria are similarly morose. Why the pessimism?" Ler na íntegra

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Surpresas de uma tarde de Verão

  • Carlos Guerra, demitiu-se depois de ter sido constituído arguido no processo Freeport...
  • ...em consequência vai ser nomeado um novo gestor para o Plano de Desenvolvimento Rural (Proder)
  • Ministro da Agriicultura ainda nada sabia e, deu o dito por não dito para depois voltar atrás...
  • ...o destino de centenas de milhões de euros de dinheiro do dinheiro público transferido para a Fundação para as Comunicações Móveis, que é uma “fundação fantasma que paira neste momento no universo das telecomunicações portuguesas”, no dizer de Paulo Rangel privada, mas com “sede no Ministério das Obras Públicas”...
  • Os negócios da PT, que investe agora, na Media Capital sem que o Governo tenha sido perdido nem achado no negócio ...
  • Governo vai promover um aumento extraordinário de 10 por cento de todas as bolsas de acção social escolar no ensino superior - não,esta não é surpresa é, eleitoralismo...

sábado, 20 de junho de 2009

O labirinto

"Na mesma peça não se pode ser um bom Capuchinho quando se é reconhecido por todos como um bom Lobo Mau."

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Mr. Hyde, não está aqui

Foi um novo Sócrates, aquele que esteve, ontem, nos estúdios da SIC. Cordato, humilde, paciente ao ponto de explicar. O Sócrates, de ontem, controlou a irritação e, procurou dissolver a imagem do "arrogância". Que sim, algumas coisas correram menos bem mas, que está contente consigo próprio...
Resta saber se esta reviravolta vai salvar o seu PS, da derrota. Reparem no pudor: desgastadas as palavras "maioria absoluta" ensaiou a expressão "maioria parlamentar"... para logo falar de "renovação da maioria".

terça-feira, 2 de junho de 2009

O labirinto do candidato

"O que significa a escolha de Vital Moreira? A vontade e ambição do PS de se abrir ao exterior e ter consigo os melhores e os mais qualificados da vida política, intelectual e universitária de Portugal", destacou em Lisboa o secretário-geral do PS, José Sócrates(...).
[e acrescentou:]
"Não quisemos um aparelhista do partido. Quisemos um universitário, um homem da cultura, um político com ideias e provas dadas ao serviço do país", salientou o líder socialista (...)
Sócrates afirmou que "o que o país não precisa é da política do recado, do remoque, do pessimismo, do bota-abaixismo, da crítica fácil", mas antes de "políticos que dizem o que é preciso fazer, o que é possível fazer, e o que está ao seu alcance fazer". in, Público
Donde só posso concluir que este candidato não está a cumprir nenhum dos objectivos a que foi proposto. Nem sequer, está à altura da elevação do debate que se esperaria de um "universitário". As polémicas, as gaffes e os ataques à direita e à esquerda sucedem-se numa escalada insana que o tem isolado progressivamente dentro do seu labirinto rosa.
Este candidato, com o seu arzinho inofensivo de "avô cantigas", tem conseguido hostilizar tudo e todos num crescendo de crispação. Onde está o prometido político capaz de "dizer o que é preciso fazer"? Onde está a política "pela positiva" e contra o "bota-baixismo"? Onde estão as propostas para a Europa?
Se alguma coisa tem distinguido este candidato é, a forma trauliteira como tem distribuído recados, remoques e críticas ... criticas que poderão sair muito muito caras ao PS. E se o candidato, estivesse a preparar terreno para uma eventual sucessão ? Parece-me claro, que a obsessão de Vital Moreira pelo "banco do PSD" (para usar as palavras do candidato) poderá sair muito cara a José Sócrates, mesmo que o pior cenário não se confirme. Isto é, mesmo que apenas se confirmem as ligações de Sócrates ao caso Freeport, por via familiar.

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"...Vital Moreira descredibilizado..."
"...Correia de Campos e Edite Estrela dançam..."

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

De que ris, Paulo?


No mesmo dia em que foi anunciada a sentença, o Ministério Público avançou que vai recorrer da decisão mas Paulo Pedroso não perdeu tempo e anunciou já o seu regresso:
«Em 2005, comuniquei que me sentia impedido de exercer o mandato parlamentar, na sequência de um compromisso publicamente assumido com o secretário-geral do partido, José Sócrates, e por mim próprio. Não exerci nenhuma função política até que o processo [Casa Pia] estivesse concluído»

Paulo Pedroso

Todo este processo, tem sido lamentável. Lamentável pela tinta que fez correr, pelo desrespeito pelas vítimas, pelo sentimento de impunidade que transpirou por alguns dos protagonistas e, pela sede de protagonismo de outros. Lamentável pela forma como a Justiça portuguesa não funciona. Os arguidos, tiveram já tempo e sobra para serem julgados. O processo arrasta-se penosamente no tempo em direcção ao infinito. Um caso que sem dúvida, muito contribuiu para o descrédito da Justiça e dos seus agentes.
Agora, Paulo Pedroso, ainda que inocente ( tal como outros agentes políticos sobre os quais recai alguma suspeita fundamentada) nunca deveria ter sido candidato até que o processo estivesse definitivamente encerrado. Mas uma vez que o mal foi feito, deveria ter o bom senso de perceber que ainda não chegou a sua hora. Pessoalmente, vê-lo-ei com "desgosto" nas bancadas da Assembleia da República. O seu regresso não será benéfico nem para ele, nem para o PS, nem para a Assembleia da República... Pena pois, que não tenha cumprido o que prometera.