
Depois de ler isto ... não resisti.
Relembrar Calimero tornou-se inevitável.
Sim, quantas semelhanças entre os dois personagens!...


Leio no CM, e não posso deixar de me rir: "Sócrates e Fátima Lopes vencem Sexy Platina"! Já só faltava Sócrates, o sex symbol...

imagem via, Educação do Meu Umbigo
Subitamente, o “PS de Sócrates” começou a ser má onda. Hoje, ninguém acredita que seja possível a Sócrates maioria absoluta e, cada vez mais se questiona a mera vitória deste PS. Para os socialistas, que aguentaram estoicamente as críticas, chegou a hora de preparar a era pós-Sócrates.
Manuel Alegre, mantém a posição estratégica: um pé dentro, outro de fora. Num dia, partilha a mesa de Sócrates no outro, “atira-se a ele”. Manuel Alegre mais uma vez se coloca na linha de partida das presidenciais. Fala para dentro de um PS cuja vitória nas legislativas está cada vez mais na dúvida e, para uma esquerda que poderá querer fazer dele o “seu homem” em Belém. E nesta perspectiva, Sócrates é já o escolho do naufrágio.
Mas também António Costa sente que o peso da governação socialista se abate sobre as suas pretensões à câmara de Lisboa. E, por isso, também ele se demarca cautelosamente, para poder, ainda assim, disputar o voto dos descontentes com o governo.
Esta legislatura ficou, desde cedo, marcada pela crispação. Infelizmente para o governo, o timing da descompressão ficou irremediavelmente comprometido pela crise. Não há distribuição de computadores que rivalize com o espectro do desemprego, não há obra pública que faça esquecer as dificuldades que quotidianamente os portugueses têm que vencer. Não há imagem que se sobreponha às agruras do dia-a-dia. E quando assim é, o pão e o circo já não bastam. O número de descrentes cresce e com ele avolumam-se as vozes dissonantes.
A imagem de Sócrates já não é a do homem que triunfa na arena da política é, a de alguém de quem crescentemente se duvida fora e dentro e do PS. Sócrates está finalmente ao alcance das críticas ...

"Desde esse dia [7 de Junho], tal como foi dito logo na noite eleitoral, passou a ser oficial que Sócrates não era invencível. O facto parece simples, mas não é. A partir dessa noite, tudo começou a mudar. Fidelidades foram postas em causa. A serenidade desapareceu. O nervosismo cresceu. Em duas semanas, foi o que se viu. Tudo correu mal, até um debate dito do Estado da Nação. Não há nada como os votos! Já muito vinha de trás, caso contrário os resultados eleitorais não teriam sido aqueles. Mas não era visível, nem oficial. Não havia provas. Passou a haver."
Um texto de António Barreto a não perder, aqui.
"Socratic dialogue", é o título de um artigo que a revista The Economist, publicou em finais de Abril. Um artigo que reflecte sobre a situação económica e, política de um país (o nosso) em que o primeiro-ministro aparece enredado "numa campanha negra" e, que mesmo assim, se arrisca a ser favorito (estávamos em Abril) nas eleições de Outubro."A lousy economy, glum voters—yet the prime minister may still win in October
THE Portuguese are among the glummest people in Europe. According to a Eurobarometer poll, 92% see the economic situation as bad; fully 95% are depressed about their job prospects; and over half are “dissatisfied with the life they lead”. Within the European Union, only easterners from Hungary and Bulgaria are similarly morose. Why the pessimism?" Ler na íntegra


"Na mesma peça não se pode ser um bom Capuchinho quando se é reconhecido por todos como um bom Lobo Mau."in, Abrupto
Foi um novo Sócrates, aquele que esteve, ontem, nos estúdios da SIC. Cordato, humilde, paciente ao ponto de explicar. O Sócrates, de ontem, controlou a irritação e, procurou dissolver a imagem do "arrogância". Que sim, algumas coisas correram menos bem mas, que está contente consigo próprio...
"O que significa a escolha de Vital Moreira? A vontade e ambição do PS de se abrir ao exterior e ter consigo os melhores e os mais qualificados da vida política, intelectual e universitária de Portugal", destacou em Lisboa o secretário-geral do PS, José Sócrates(...).
[e acrescentou:]
"Não quisemos um aparelhista do partido. Quisemos um universitário, um homem da cultura, um político com ideias e provas dadas ao serviço do país", salientou o líder socialista (...)
Sócrates afirmou que "o que o país não precisa é da política do recado, do remoque, do pessimismo, do bota-abaixismo, da crítica fácil", mas antes de "políticos que dizem o que é preciso fazer, o que é possível fazer, e o que está ao seu alcance fazer". in, Público
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«Em 2005, comuniquei que me sentia impedido de exercer o mandato parlamentar, na sequência de um compromisso publicamente assumido com o secretário-geral do partido, José Sócrates, e por mim próprio. Não exerci nenhuma função política até que o processo [Casa Pia] estivesse concluído»