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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A ilustração

A desorientação da Comissão Europeia, as hesitações dos líderes europeus, a incerteza quanto ao futuro imediato de Portugal e de outros países da zona euro neste cai-não-cai...
O regozijo de quem suspirou de alívio na quarta-feira e, a angústia antes do leilão...
A ilustração do que acontece quando um país fica refém dos credores, precisando de ser resgatado.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O dilema


"Europe needs growth to prevent a disorderly collapse of the euro area. The stringent cost-cutting measures that the EU and the International Monetary Fund are imposing on countries such as Greece and Ireland are, in principle, the right way to get a handle on their debt. However, these measures also strangle an economy. Higher taxes mean people have less money to spend. If the government cuts spending it cannot make investments to stimulate growth. This creates huge difficulties for the governments concerned: If people cannot see the light at the end of the tunnel they will start to withdraw their support for reforms. In the interests of Europe as a whole, Germany should do all it can to bolster growth -- at home and in Europe. Germany should, therefore, postpone its austerity strategy."
Nouriel Roubini ao Der Spiegel

Ou, como curar um doente sem o matar da cura...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Salvaguardar o ecossistema



Estes são alguns dos felizes contemplados com o mais recente alargamento da Rede Natura 2000. A rede Natura 2000 abrange agora cerca de 18% do território terrestre da UE e mais de 130 000 quilómetros quadrados de mares e oceanos.
Por cá, a rede Natura, tem sido considerada um empecilho aos bons negócios e ao sacrossanto progresso feito à custa de pinhais, sapais e outras coisas mais...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Que fazer com esta crise?

Num dia, em que o Der Spiegel, publica um artigo com perspectivas pouco animadoras para Portugal (embora também enumere alguns factores de esperança), publico um quadro resultante de um estudo que compara a manutenção das taxas de juros elevadas sobre a dívida pública dos países em dificuldades, mesmo com recurso a medidas de austeridade e, os efeitos que juros mais favoráveis teriam... Nesta segunda hipótese, a dívida pública começaria a declinar a partir de 2015.
Segundo este estudo, os efeitos de uma política mais "benévola" para traria igualmente vantagens para a Alemanha e para os outros países credores.
Ver, Brussels blog

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Democracia: um desafio para a Europa

"Il y aurait donc deux poids et deux mesures. D’un côté, la crise économique a conduit à la mise en place d’un dispositif de plus en plus répressif pour contrôler l’économie des Etats-membres, assorti de sanctions en cas de déficits budgétaires. De l’autre, rien n’est prévu pour limiter les dérapages démocratiques. Certes, la démocratie est moins quantifiable que la dette publique. Mais l’UE devrait trouver un moyen de faire appliquer un minimum de critères démocratiques."
in, Presseurop
Dentro de uma UE cada vez mais preocupada com as finanças e a economia o estado de saúde da democracia húngara parece inspirar cuidados e suscitar dúvidas quanto ao mínimo denominador comum em termos de democracia. Um "imposto de crise" para os investidores e uma polémica lei de imprensa (que se estende por cerca de 200 páginas) geraram protestos e inquietações dentro da UE.

sábado, 12 de junho de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

E você, já se viu grego?

Manifestação de protesto dos funcionários públicos em Atenas

Conseguirá a Grécia evitar a bancarrota? Esta é a questão que cada vez mais se coloca em Bruxelas e nos mercados internacionais.

Se isso acontecer outrosa países poderão, por contágio, seguir-se. Portugal e Espanha estão definitivamente, na "lista negra".

Por isso, não é de estranhar que a situação grega ocupe parte de leão, na entrevista que Van Rompuy deu a quatro jornais europeus.


quinta-feira, 18 de março de 2010

Advertências


A Comissão Europeia enviou para Portugal as advertências finais relativas à qualidade do ar.

De salientar, que de acordo com o relatório de 2008 (o último disponível), na região sul da área metropolitana de Lisboa, o dióxido de enxofre e as partículas em suspensão no ar ultrapassam o estabelecido pela directiva europeia 1999/30/CE, pelo que Portugal se sujeita a uma penalização financeira.

"Os dados analisados revelam que, em 2008, três estações da península ultrapassaram o limite máximo de excedências diárias para o poluente PM10: Paio Pires (Seixal) com 63 dias em excesso, Escavadeira (Barreiro) com 46 dias em excesso, e Alto Seixalinho (Barreiro) com 42 dias em excesso. Este ano [2009], as três estações voltaram a ultrapassar o número máximo de dias de excedência (35 dias por ano), constatam os ambientalistas. Como causas deste cenário, apontam o tráfego rodoviário e a indústria." in, i+

Problemas cardiovasculares, cancro do pulmão e morte prematura, são algumas das maleitas resultantes da próximidade deste tipo de poluição.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Desemprego continua a subir

Fonte: Eurostat

"A taxa de desemprego em Portugal atingiu 10,2 por cento em Outubro, indicam números do Gabinete de Estatística da União Europeia publicados hoje.
Na zona euro, o desemprego manteve-se estável em Outubro face ao mês anterior, situando-se nos 9,8 por cento, a taxa mais elevada desde Janeiro de 1999, adiantam os dados do Eurostat.
Em Outubro de 2008, a taxa de desemprego na zona euro situava-se nos 7,9 por cento.
Nos 27 países-membros da União Europeia, a taxa de desemprego elevou-se para 9,3 por cento em Outubro, contra 9,2 por cento, em Setembro, e 7,3 por cento, em Outubro do ano passado." in. Público

Saindo do papel

Entra, hoje, em vigor do novo texto do Tratado de Lisboa, ratificado por via parlamentar em 26 países e apenas referendado na Irlanda - por imperativos constitucionais - e, que depois de várias peripécias, dúvidas, promessas está finalmente em condições para sair do papel.

Nuns sítios, saudado com entusiasmo, noutros ignorado. Assim, vai a Europa a 27.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Berlim, Lisboa - vinte anos depois

via, Der Spiegel
Passaram 20 anos desde que em Berlim desabou o "muro" e com ele uma Europa partida ao meio. Temos, hoje, uma Europa diferente. O impensável aconteceu os países do COMECON e do Pacto de Varsóvia tornaram membros da União Europeia e até da NATO. Vinte anos depois a Europa prepara-se para implementar no terreno o Tratado de Lisboa, prepara-se para escolher o seu presidente. Muita coisa mudou em duas décadas e muitos desafios nos esperam mas, "o caminho faz-se caminhando" e a queda do "muro" foi um passo de gigante em direcção a um futuro que todos pretendemos melhor.
E, sim, a Europa continua desigual, e em alguns países a corrupção grassa, a xenofobia e as tentações totalitárias não abandonaram o Velho Continente. Em alguns países, existe mesmo um saudosismo relativamente ao passado - não é só em Portugal que a precária segurança do salazarismo exerce fascínio sobre algumas camadas da população -, um passado que a todos assegurava um nível de "penúria garantida" dentro dos limites do espartilho socialista. A Europa, não é o El Dorado e, a incerteza que a construção europeia tem para oferecer é motivo de desorientação. Tudo razões para nos empenharmos na construção de uma Europa mais coesa, mais social, mais "verde".

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Berlim, Lisboa vinte anos depois (1)


O muro, o grande e intransponível muro símbolo da Guerra Fria e da desunião da Europa caiu, há vinte anos.

Passaram-se pois, vinte anos sobre o impensável. Caiu o muro e, como um castelo de cartas, uma após outra, desmuronou-se um império construído sobre uma ideologia com pés de barro e contra a vontade dos povos.

Uma Europa, dois mundos diferentes. Lembro-me do dia em que transpus o muro para o lado de lá. Para o Leste em direcção à sinistra capital do Império. O contraste entre o buliço de Berlim (RFA) e o silêncio das ruas de Berlim (RDA). Parecia que estava a viajar no tempo. As casas, as ruas, os automóveis, as roupas -que me lembravam as que anos antes tinham sido "moda"... Era a única passageira de uma carruagem de combóio mas, nem por isso dispensaram o aparato intimidante de soldados, metralhadoras e cães. Estávamos em 1985, o muro ainda estava de pé.

Deixei uma sociedade de consumo, cheia de desigualdades e contradições, onde os povos eram livres de escolher o seu rumo e, "aterrei" numa sociedade de penúria quase generalizada onde qualquer veleidade de escapar "à massa" informe do socialismo e escolher um caminho próprio era olhada com a intolerância com que se olham os traidores.

A oeste uma sociedade de informação que tinha como regra a liberdade de expressão. A leste, uma sociedade que controlava e instrumentalizava sistematicamente a informação. Nem assim, utilizando os métodos que inspiraram Orwell, lograram granjear o "apoio popular". Finalmente, o vazio sobre o qual se alicerçou o império soçobrou arrastando consigo o temível muro.

Quem via as manifestações que enchiam as praças em alegres vivas à nomenklatura dificilmente poderia prever o final... As manifestações de apoio são o que são. Valem o que valem. As manifestações de apoio ao totalitarismo são, de facto, resultado do medo colectivo de ser preso, de desaparecer, de ser impedido de estudar ou trabalhar, medo de ser preterido na escolha do almejado automóvel ou apartamento ...medo. (cont.)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Os sabores da vitória

É justo escrevinhar alguma coisa sobre os ganhadores da noite eleitoral de 7 de Junho.
A CDU resiste mais uma vez à voragem dos tempos mas, foi ultrapassada. Nos anos oitenta noventa, a revelação do "socialismo real" foi um rude golpe para uma ideologia que se alimentava das maravilhas do "comuninismo" e que apregoava uma sociedade mais justa mas... a realidade como se viu era bem outra e o PCP foi forçado a agarrar-se às suas raízes ou a mudar e ecolheu permanecer como era perdendo capacidade de atracção de novos eleitorado. O simples facto de resistir (e de ter até aumentado o número de votos, graças ao protesto) é uma vitória ensombrada pelo crescimento do BE.

O BE capitalizou o descontentamento e triplicou a sua representação. É uma vitória incontestável. Agora que está a atingir o patamar dos "partidos de poder", espera-se para ver como vai ser o seu discurso mais, aguarda-se a reacção dos seus dirigentes a esta nova realidade. O que se passou na câmara de Lisboa não augura tempos fáceis para os bloquistas: uma coisa é saber por onde "não se vai" e, outra é, "dizer para onde vamos".

Contra as expectativas, contra as sondagens o PSD ganhou claramente, mais votos e, mais mandatos. Paulo Rangel, foi o candidato surpresa: foi escolhido "tarde", foi uma escolha pessoal da líder com quem dividiu os outdoors mas, mesmo assim, encontrou mais de um milhão de portugueses dispostos a "assinar por baixo" as suas propostas. Manuela Ferreira Leite, teve uma vitória em dois tabuleiros: colocou-se na linha de partida para as legislativas em paralelo com o PS; e internamente, silenciou as vozes impacientes dos candidatos à sucessão. Esta vitória, dará ao PSD a responsabilidade de continuar a falar verdade e de apresentar propostas, projectos, metas. Agora, importará continuar a credibilizar o discurso mas, também galvanizar o eleitorado em torno de ideias concretas.
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Durão Barroso é o grande ganhador destas eleições. A vitória do PPE assegura-lhe uma vitória fácil tanto mais que conta igualmente com o apoio de governos socialistas (Portugal, Espanha, Inglaterra).
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Ao reler, verifiquei que me esqueci do CDS pois, já antes o tinha referido como um dos ganhadores contra as sondagens. Um ganhador improvável no sábado, que se tornou num justo triunfador da noite eleitoral. Assim, como já vem sendo tradicional, o CDS passou de um resultado catastrófico nas sondagens para a conquista de dois lugares no PE.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

El caudillo



Talvez seja pessimismo meu. Mas, ouvir Sócrates discursar em castelhano, de dedo em riste, fez-me pensar em coincidências sinistras - sobretudo, depois do que se passou com a Globovisión ... claro, que estamos en Europa y en todo lo demás es sólo imaginación, sin embargo, ahora a Sócrates sólo necesita comprar una camisa roja como su "amigo" Chavez ...
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Sobre esta espécie de "chavismo" lusitano, uma opinião a não perder:
"António Marinho Pinto está para o PS de Sócrates como o estão Vitalino Canas, Augusto Santos Silva ou Pedro Silva Pereira. É um indefectível. Tal como Sócrates, Marinho Pinto vê em tudo o que o prejudica uma urdidura de travestis do trabalho informativo. Tal como Sócrates, o Bastonário dos Advogados vê insultos nos factos com que é confrontado. E reage em disparatado ultraje e descontrolo, indigno de quem tem funções públicas.[...]
A imagem que deu na TVI foi de um homem vítima de si próprio, dos seus excessos, do seu voluntarismo, das suas inseguranças e das suas incompetências. Marinho Pinto tentou mostrar que era o carrasco do mensageiro que tão más notícias tem trazido a José Sócrates. Fê-lo vociferando uma caterva de insultos como se tivesse a procuração bastante passada pelo Primeiro Ministro para desencorajar e punir este jornalismo de pesquisa e denúncia que tantas e embaraçosas vezes tem andado à frente do inquérito judicial.
"
Mário Crespo, in JN

domingo, 24 de maio de 2009

Quando o silêncio não é de ouro

Claro está que Paulo Rangel poderá perguntar, tudo e mais alguma coisa. Como é óbvio, Sócrates só ouvirá o o que lhe convém. Falando verdade, não lhe convém muita coisa. Por isso, Paulo Rangel, irá espalhar ao vento pontos de interrogação. Por exemplo, os fundos comunitários que não foram aplicados. Ora, acham que Sócrates se vai meter nisso? Vai ignorar, olimpicamente, em compensação, não deixará de sublinhar até à náusea todas as afirmações de MFL/ Rangel, que considere ilustrativas da "falta de jeito para a política" ... ou seja, sempre que se diga uma verdade, sempre que se critique o governo, sempre que se faça uma pergunta incómoda...
O silêncio de Sócrates não é de ouro é, o silêncio incomodado de quem sabe que não cumpriu, nem irá cumprir o que prometeu e, tenta desesperadamente camuflar-se sob o cenário idílico que desenhou.
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Barroso de pedra e cal

"Across Europe, politicians of various political stripes are stamping their feet in impotent fury. José Manuel Barroso, the centre-right Portuguese leader who has served as European Commission president since 2004, seems strongly placed to secure a second five-year term. His enemies and critics would love to stop him, but all they can do is boo from the sidelines like disappointed children."
FT/Brussels Blog

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Nuvens negras no horizonte


Se as previsões do governo parecem sombrias, apontando para uma queda de 3,4% do PIB e um déficit público de 5,9%, então as previsões da Comissão Europeia e do FMI que apontam para quedas do PIB da ordem dos 3,7% e 4,1% respectivamente, são mesmo negras... o governo continua a pintar o mapa cor-de-rosa.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Tempo de votar ...



A brincar, a brincar... será este video suficiente para convencer os europeus a votar?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Da falta de chá


O inefável ministro Manuel Pinho, citado pelo Público disse que Paulo Rangel, "tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta", a propósito da polémica sobre o programa Vasco da Gama".
Ora, quando a Maizena chega à campanha europeia está definitivamente, o caldo entornado. Este é, mais um exemplo, da qualidade média do discurso dos ministros deste governo que colocados perante os microfones se desbobram em dislates pouco abonatórios. Talvez lhes tenha faltado algum chá em pequeninos...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A indiferença (2)

O Diário de Notícias publica uma sondagem cuja principal conclusão é ... o desconhecimento. 61% dos inquiridos não sabe quando vão ocorrer. 53%, tenciona votar mas, apenas um número ínfimo sabe quem são os cabeças de lista.
Números que merecem reflexão já que sem participação, não há democracia.