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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Piratas à solta

"The location of the latest attack, far out to sea, suggested that the pirates may be expanding their range in an effort to avoid the multinational naval patrols now plying the Gulf of Aden and the Arabian Sea.

“I’m stunned by the range of it,” said Adm. Mike Mullen, the chairman of the Joint Chiefs of Staff, at a news conference in Washington. The ship’s distance from the coast was “the longest distance I’ve seen for any of these incidents,” he said.

The vessel was headed for the United States via the Cape of Good Hope when it was seized, Reuters reported." in, NYT

Desenvolvimentos preocupantes, com os incidentes a sucederem-se, a insegurança a crescer na região, os resgates a aumentarem e, os piratas a atingir um nível de sofisticação impensável até à pouco tempo...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sensacional!!


A Galp desceu em dois cêntimos o preço de referência dos combustíveis, passando desde a madrugada de hoje o gasóleo a custar 1,309 euros e a gasolina 95 octanas 1,458 euros […]

[…] o preço do petróleo, medido em dólares, baixou mais de 40 dólares (28,16 euros) em Londres, equivalente a uma diminuição de 28,5 por cento em comparação com os valores máximos de Julho.

[…]a descida do preço do petróleo, neste período, não é de 28,5 por cento para os europeus que utilizam a moeda única na Zona Euro, mas é de 16,5 por cento.

in, Público

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Era uma vez, a galinha dos ovos de ouro...


O rublo está em queda acentuada face ao dólar.
O indíce RTS caiu 4.3% em consequência da descida dos preços do petróleo, e da preocupação dos investidores face ao conflito na Geórgia e à situação de conflito institucional na Ucrânia.
A Europa e a América procuram novos mercados de energia, e percursos alternativos.
Terá, a Rússia, morto a sua galinha dos ovos de ouro?
***
A zona Euro também já conheceu melhores dias:
"...o encarecimento dos produtos petrolíferos e alimentares repercutiram-se na inflação, que ronda os quatro por cento na Zona Euro e que minou indiscutivelmente a confiança dos consumidores e das empresas, que atrasaram os seus investimentos, conforme demonstra os dados hoje tornados públicos."

"O Banco Central Europeu (BCE) deixou hoje inalterada a sua principal taxa de juro, nos 4,25 por cento..."

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Gelo em Agosto

O presidente Medvedev reconheceu hoje (como se esperava, a Duma russa nunca ousaria propor o reconhecimento das repúblicas separatistas se não tivesse o total aval da dupla Medvedev-Putin) a Osséssia do Sul e da Abecásia como estados independentes*. Elevou assim, o seu desafio face à NATO e à U.E.. No plano interno, imediato, não tenho dúvidas que esta virilidade do presidente agradará a muitos nostálgicos dos tempos da União Soviética e de alguma maneira este cenário era previsível, não só pelos discursos de Putin (nos últimos meses da sua presidência) e já como primeiro-ministro mas também pelo crescente controlo da comunicação social russa, e da crescente pressão sobre os oposicionistas internos (partidos, organizações de direitos humanos etc.). [ver Reviver o Passado e, As Mensagens que vêm do Frio]

Mas, em termos de médio prazo, como vai ser? A economia russa e os seus oligarcas estão dependentes do ocidente, o investimento estrangeiro é vital para que a economia russa continue a crescer ora, esta crise levou a uma substancial diminuição desse investimento e, poderá levar a sanções económicas designadamente, ao congelamento das contas dos seus oligarcas tão entusiastas de mansões, clubes de futebol, iates... a pressão interna irá também fazer-se sentir.

Esta guerra na Geórgia, sublinhou também a dependência energética da Europa (a Rússia, por seu turno precisa desta fonte de capital). O oleoduto da Geórgia era (é) uma das formas de assegurar o fornecimento de energia a partir do Cazaquistão e do Turquemenistão evitando o território russo. A Rússia é um dos maiores fornecedores de petróleo e gás à Europa. Alguns países europeus dependem na quase totalidade deste abastecimento. Os investimentos ocidentais previam que esta dependência não só se mantivesse como até aumentasse até 2030. Creio, que os acontecimentos dos últimos dias, farão os investidores pensar duas vezes antes de voltar a meter-se em aventuras com a Rússia.

No curto prazo a vitória militar da Rússia é incontestável (mesmo que também o Kosovo seja beneficiado com este “pacote”) mas, do ponto de vista político (isolamento internacional) e económico estes acontecimentos não lhe serão favoráveis.

___________-
*Tenho muita curiosidade relativamente à posição da China em toda esta questão, não só por causa da possível analogia ao Tibete mas, porque a eclosão deste conflito "em cima" dos seus Jogos Olímpicos foi um factor de distracção -muito superior a todas as manifestações / declarações - que a China dificilmente engolirá.
Ver, aqui.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Cáucaso: guerra pelo petróleo? (2)


A energia é a maior vulnerabilidade da Europa. Moscovo sabe como explorá-la.

Moscovo sabe que pode fechar a torneira (como já aconteceu à Ucrânia), por isso,sabe que pode contar com uma certa complacência europeia que preferirá um mau negócio a qualquer tipo de confrontação.

"Gazprom’s natural gas production forecast calls for modest growth of 1-2 percent per year by 2010. Russia’s natural gas production growth reflects its aging fields, state regulation, Gazprom’s monopolistic control over the industry, and insufficient export pipelines. Although the company projects increases in its natural gas output between 2008 and 2030, most of Russia’s natural gas production growth will come from independent gas companies such as Novatek, Itera, and Northgaz."

DOE

"Domestic gas prices in Russia are only around 15-20 percent of the market rate at which Russia’s gas is sold to Germany, and Gazprom lost around $420 million in 2006 on domestic natural gas sales. Low prices have impacted the gas industry’s ability to finance capital spending and have hurt incentives to increase efficiency. Raising domestic prices towards parity with market rates in Europe is now a major component of the country’s energy strategy that will play a significant role in avoiding supply shortfalls in the future." [...]

Due to an ongoing dispute about natural gas prices, on January 1, 2006, Gazprom shut off gas supplies to Ukraine, and as a result supplies to Europe were also affected. Gazprom resumed natural gas deliveries to Ukraine three days later. Even though Russia has used the threat of a cutoff to demand higher natural gas prices in recent years, this was the first time that a supply disruption affected flows to Europe. More recently in 2008, for no longer than a day, Gazprom cut exports by 25-35 percent after Ukraine failed to pay its debt."

DOE