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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Salvaguardar o ecossistema



Estes são alguns dos felizes contemplados com o mais recente alargamento da Rede Natura 2000. A rede Natura 2000 abrange agora cerca de 18% do território terrestre da UE e mais de 130 000 quilómetros quadrados de mares e oceanos.
Por cá, a rede Natura, tem sido considerada um empecilho aos bons negócios e ao sacrossanto progresso feito à custa de pinhais, sapais e outras coisas mais...

sábado, 5 de junho de 2010

Uma vedeta verde

Belíssima foto esta. Só por si um convite para visitar os recônditos da Nicarágua profunda.
Uma foto à beira do pulo que se adivinha lesto.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O canto do rouxinol

O rouxinol, outrora uma espécie comum, está em declínio acentuado.
As alterações no habitat produzidas pela agricultura extensiva, a urbanização, e a desertificação dos solos estão a ter um impacto negativo nas espécies - das 124 espécies analisadas num período de 26 anos, 56 (45%) estão em declínio em 20 países.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Abetarda: a ave de que se fala

:...Mário Crespo na SICN, grelhando a fogo lento uma Secretária de Estado dos Transportes, a querer tomar-nos como parvos, e a dizer coisas de grande gravidade num estilo arrogante, subsidiário do do Primeiro-ministro. Ela foi lá para controlar os danos de uma entrevista de Sócrates em que este meteu os pés pelas mãos e errou. A uma dada altura, afirmou que um problema ambiental que vai existir com a linha do TGV, já não era tão importante assim, até porque já lá havia um olival clandestino. Crespo perguntou-lhe de quem era a responsabilidade pelo olival e a senhora irritada disse "de quem o plantou". E Crespo, e bem, indignou-se suavemente dizendo que o primeiro responsável era o Estado, o governo. E continua, com pérolas como esta "o que é mais importante, um alentejano ou as abetardas"?

in, Abrupto
Saber mais sobre as abetardas...


sábado, 17 de maio de 2008

Epidemia de extinções

Há um número sem precedentes de espécies em vias de extinção. As actividades humanas tiveram um impacto tremendo na biodiversidade. Estima-se que o ritmo a que as espécies se estão a extinguir seja 10 000 vezes superior ao normal:alterações climáticas, poluição, destruição de habitats, introdução de espécies “importadas”, exploração de determinadas espécies.

Os impactos de uma redução da biodiversidade são muito grandes. Todos ficaremos a perder: menos substâncias a partir das quais fabricar medicamentos; maior vulnerabilidade às catástrofes naturais; aumento do impacto do aquecimento global…

Na Europa industrializada e urbanizada grande parte da biodiversidade já se perdeu mas, continuamos a não proteger e a destruir os poucos ecossistemas inalterados que ainda nos restam, hipotecando o futuro em nome de um presente rentável.


Em Portugal, a situação é particularmente preocupante no litoral onde se concentra a maior parte da população. A pressão demográfica, as obras públicas as industrias poluentes têm contribuídos para o desaparecimento de muitas espécies animais e vegetais. O mais preocupante é que apesar do discurso ecologicamente correcto se prossegue a bom ritmo a destruição da paisagem e dos ecossistemas. E se algum exemplo fosse necessário poderíamos sempre lembrar o que está a acontecer na Verdizela ....


sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Haverá uns Sapais mais iguais do que outros? …

Ainda relativamente ao Sapal de Corroios não deixa de ser interessante verificar que em outras paragens o PCP se apresenta como defensor das “aves marinhas, nomeadamente as aves migratórias, que fazem dela área privilegiada de descanso nas suas rotas. Espécies migratórias como o corvo-marinho, ou a garça-real, utilizam-na como “aeroporto de escala”, como refúgio e zona de repouso, podendo também servir como área de nidificação para algumas espécies, como o penereiro” pode ler-se numa proposta de decreto-lei apresentado na Assembleia da Republica em 2005. Nessas paragens, onde o PCP é oposição, manifesta-se a preocupação por numa zona de “rara diversidade, situado em zona estuarina” cuja não classificação tem permitido uma contínua degradação, queixa-se neste documento o PCP de que “faz-se quase tudo o que se não deve nem pode permitir. Desde o simples pisoteio ao trânsito automóvel e de outros veículos motorizados, do campismo selvagem ao depósito criminoso de lixos e entulhos. Faz-se quase tudo para não permitir a recuperação de sapais, para ameaçar a biodiversidade da área e a sobrevivência de espécies, para impedir a utilização da Baía de S. Paio [Vila Nova de Gaia] na sua função primordial de refúgio de aves marinhas.” Atente-se nas preocupações expressas neste projecto-lei. Não podemos deixar de concordar mas ...






Pois é, quiséramos nós que estas preocupações se estendessem aos lugares onde o PCP é poder autárquico, como por exemplo o concelho de Seixal. Afinal, tratava-se, também aqui, de procurar proteger uma área que nas últimas décadas tem estado sujeita a uma enorme pressão demográfica e urbanística, aos entulhos e lixos, à presença de uma ETAR, da piscicultura com os seus tanques, sem esquecer os movimentos de terra realizados nas proximidades para construção das estradas, as descargas poluentes e, ainda, os cemitérios de barcos das redondezas. A tudo isto, o Sapal de Corroios tem resistido na sua imensa vontade de continuar a estar vivo. A cada nova agressão tem-se recomposto, mas poderá o ecossistema continuar a ser ameaçado indefinidamente, apesar da sua classificação em área de REN? Em que momento será irreversível a morte deste resistente?

No concelho de Seixal o único facto que gera de facto interesse por estes lodos, é o “turismo” dos flamingos que periodicamente demandam estas paragens em busca de alimento e abrigo e que se prestam a fotos, a reportagens e a declarações políticas e propagandísticas… fazendo correr tinta e procurando dar novas cores ao adágio popular uma “andorinha não faz a primavera” mas, um flamingo fará uma baía limpa e saudável?

domingo, 20 de janeiro de 2008

Sapal, interesses e vídeo…

Na controvérsia sobre se o alargamento da piscicultura existente no Sapal de Corroios irá ao não pôr em risco aquele eco-sistema teremos que considerar que aqui se podem encontrar dezenas de espécies diferentes de aves aquáticas, onde se incluem alfaiates, andorinhas-do-mar, borrelhos, corvos-marinhos, flamingos, gaivotas, galinhas-de-água, garças-reais, garças-brancas, guinchos, maçaricos, mergulhões, patos-reais, pernas-vermelhas, pernilongos, pilritos, rolas-do-mar, rouxinol-dos-caniços e tarambolas.
Muitas destas aves são migradoras, e maioritariamente invernantes, embora algumas sejam estivais. Algumas destas aves aquáticas encontram-se em perigo de extinção como se pode comprovar pelo recente relatório sobre as aves do estuário do Tejo, aliás, prevê-se que devido às alterações climáticas e às pressões demográficas a maior parte das aves europeias (mesmo aquelas actualmente consideradas comuns) enfrente a curto prazo o perigo de extinção/deslocalização (ver).




O Sapal de Corroios onde se abrigam milhares de aves durante os meses de Inverno constitui um verdadeiro santuário ornitológico que tem sido vítima não só das alterações naturais decorrentes de se situar no estuário de um grande rio, mas também, devido às enormes pressões demográficas das últimas décadas. Ora, é neste equilibrio instável que se pretendem realizar mais alterações ainda. Isto é tanto mais preocupante do ponto de vista da biodiversidade quanto estas aves que aqui nidificam e procuram alimento.

O estuário do Tejo está sobre uma pressão crescente que o anuncio do novo aeroporto só veio reforçar quer pelo facto de o aeroporto se localizar em Alcochete, quer pelo acréscimo das pressões urbanísticas na região. Existirá ainda esperança para estes espaços em que a natureza continua a ser natureza? Existirá a vontade de preservar o património natural para as gerações futuras? Haverá a vontade de transformar estes locais em locais de aprendizagem e de fruição da natureza?

Pela biodiversidade, pelo direito das gerações futuras à natureza e pelo lazer do presente, esperava-se que a Câmara do Seixal, e o seu presidente, mantivesse uma posição de intransigência face aos interesses que agora ditam a alteração da sua posição sobre esta matéria. Lamentavelmente, assim não aconteceu. Lamentavelmente, não conseguiu sequer explicar as razões, de certo ponderosas, que o levaram a comprometer-se a defender o sapal para logo autorizar a expansão da piscicultura numa área sensível ... Perante explicações tão esfarrapadas surge a duvida quanto à natureza dos interesses que ditaram esta "cambalhota".

Compete aos cidadãos manifestarem o seu desagrado.