A Human Rights Watch, chamou esta semana a atenção para o uso de tortura nos territórios palestinianos. “A comunidade internacional subsidiou a Autoridade Palestiniana em $8 biliões o que lhe dá a responsabilidade de se assegurar que as forças de segurança locais não usam a tortura e respeitam os direitos humanos”, disse F. Abrahams da HRW.
Estas conclusões não são surpreendentes mas, a verdade é que ninguém está preparado para essa missão espinhosa.
Bastaria começar por observar a forma como desde tenra idade se educam e instrumentalizam crianças para se tornarem fanáticos.
Relembro a este propósito três vídeos que publiquei aqui, aqui e aqui.
Como resultado desta educação poder-se-ia esperar por “respeito pelos direitos humanos”?
Curiosamente, ou talvez não, a espiral de violência sectária entre os palestinianos não parece, curiosamente despertar o mesmo coro de indignação que é suscitado em ocasiões em que os israelitas têm uma intervenção directa nem sequer agora com os mortos, feridos e um clima de violência extrema.
No Irão, foram sentenciadas (ontem?) à morte por apedrejamento oito mulheres e um homem, cumprindo a Sharia. Seis das mulheres foram sentenciadas, sem a participação de testemunhas ou advogados, pelos crimes de prostituição ou de adultério.As sentenças podem ser executadas a qualquer momento.
A aplicação da lei islâmica é muito controversa pois, implica (na sua forma fundamentalista) um total desrespeito pelos Direitos do Homem ( enquanto isso, no Reino Unido têm surgido vozes a defender a aplicação da Sharia nas comunidades islâmcas locais, na sua forma mais "humanista"). A separação entre o Estado e a religião deixa de existir e são os preceitos ancestrais – os costumes - ou as interpretações dos chefes religiosos que fazem a lei. A Sharia, é aplicada por todo o mundo islâmico, as mulheres são vítimas frequentes da sua aplicação. Recentemente, na Arábia Saudita, uma mulher vítima de violação escapou a uma punição violenta graças aos esforços do seu noivo(?), do seu advogado e, a muita pressão por parte da comunidade internacional, mesmo assim esteve detida durante alguns meses. Mas, nem só as mulheres são vítimas desta estranha forma de "justiça", veja-se aqui.
E, veja-se ainda, como o Hamas prepara as crianças palestinianas para esta lei: