"Estes resultados podem oferecer-nos alguma coisa na análise para as próximas eleições autárquicas. O PCP subiu – ainda que pouco – nestas eleições contrariando uma tendência que se vinha manifestando nos últimos resultados eleitorais para o Parlamento Europeu. O BE subiu muitíssimo o que pode significar que esta a começar a capitalizar um voto mais certo e que o pode beneficiar nas autárquicas. O PSD sobe um pouquinho, mas certamente fica longe das melhores expectativas dos seus responsáveis locais. Já o PS dá péssimas indicações. Nesta linha obterá um mau resultado nas eleições autárquicas."A ler na integra, no Pensar Seixal
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Ainda as eleições europeias 2 ...
Ainda as eleições europeias ...
Por toda a Europa os países socialistas no gorerno foram fortemente penalizados. Quanto ao PPE, ganhou em toda a linha depois de os eleitores terem escolhido o centro-direita para encontrar soluções para a crise que afecta a economia europeia. Assim, Durão Barroso, pôde anunciar a candidatura com a tranquilidade de quem sabe que os dados estão lançados e a sorte está a seu favor.
Nestas eleições votaram apenas 43% dos 375 milhões de eleitores possíveis. A abstenção mantém-se, assim, muito elevada em toda a comunidade europeia. A maioria dos europeus valoriza positivamente o facto de pertencer à UE, encontra vantagens e até gostaria que houvesse mais Europa em áreas como o ambiente, a energia e a política externa e de defesa. Então, porquê que escolhem tantos europeus ficar em casa e, não votar?
Talvez porque na maior das campanhas se tenha discutido muito pouco a Europa. E quando se discute a Europa é para puxar dos galões e falar das vitórias, de cada partido nacional, contra os “eurocratas de Bruxelas”, em lugar de explicar as consequências das medidas que estão a ser aprovadas ou discutidas. A maior parte dos cidadãos desconhece quase tudo sobre a Europa e, por facilidade os políticos preferem discutir tricas nacionais a falar sobre a exotérica Europa. Pensam que, desta forma, conseguem ser mais mobilizadores mas, contribuem apenas para a perpetuação do aparente divórcio entre a Europa e os seus cidadãos. Um dos perigos desta forma de agir é que, no futuro, apenas os eurocepticos e os anti-europeístas consigam ser suficientemente mobilizadores e, nessa altura o projecto europeu estará em perigo.
Mas, apesar de todas as lamentações uma análise dos resultados permite verificar que nestas eleições europeias os eleitorados dos 27 países se comportaram de forma muito parecida: de um modo geral rejeitaram os extremismos e, decidiram-se a jogar pelo seguro dando uma vitória clara ao PPE. Quanto aos socialistas europeus estivessem, ou não, no poder perderam, tornando até, o sucesso do centro-direita mais expressivo do que realmente foi. Ou, seja, na prática houve como que uma consciência comum que ignorando as fronteiras nacionais levou a que os cidadãos tivessem feito opções similares onde quer que se encontrassem. Não será isto um sinal, de que a “Europa global” é, já hoje, uma realidade?
terça-feira, 9 de junho de 2009
Os sabores da vitória
O BE capitalizou o descontentamento e triplicou a sua representação. É uma vitória incontestável. Agora que está a atingir o patamar dos "partidos de poder", espera-se para ver como vai ser o seu discurso mais, aguarda-se a reacção dos seus dirigentes a esta nova realidade. O que se passou na câmara de Lisboa não augura tempos fáceis para os bloquistas: uma coisa é saber por onde "não se vai" e, outra é, "dizer para onde vamos".
Contra as expectativas, contra as sondagens o PSD ganhou claramente, mais votos e, mais mandatos. Paulo Rangel, foi o candidato surpresa: foi escolhido "tarde", foi uma escolha pessoal da líder com quem dividiu os outdoors mas, mesmo assim, encontrou mais de um milhão de portugueses dispostos a "assinar por baixo" as suas propostas. Manuela Ferreira Leite, teve uma vitória em dois tabuleiros: colocou-se na linha de partida para as legislativas em paralelo com o PS; e internamente, silenciou as vozes impacientes dos candidatos à sucessão. Esta vitória, dará ao PSD a responsabilidade de continuar a falar verdade e de apresentar propostas, projectos, metas. Agora, importará continuar a credibilizar o discurso mas, também galvanizar o eleitorado em torno de ideias concretas.
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Durão Barroso é o grande ganhador destas eleições. A vitória do PPE assegura-lhe uma vitória fácil tanto mais que conta igualmente com o apoio de governos socialistas (Portugal, Espanha, Inglaterra).
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Ao reler, verifiquei que me esqueci do CDS pois, já antes o tinha referido como um dos ganhadores contra as sondagens. Um ganhador improvável no sábado, que se tornou num justo triunfador da noite eleitoral. Assim, como já vem sendo tradicional, o CDS passou de um resultado catastrófico nas sondagens para a conquista de dois lugares no PE.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Os perdedores
O PS, de Sócrates, que viu a noite eleitoral de ontem transformar-se no pior cenário pois, contra todas as expectativas perdeu votos, mandatos e não chegou sequer aos 30%. Esta derrota do PS, pune severamente um governo de maioria absoluta, cuja característica dominante tem sido o autismo político.
O outro grande perdedor foram as empresas de sondagens. Mais uma vez, se comprovou a falibilidade das sondagens. Até ao último momento, o PSD manteve-se atrás do PS (com uma única excepção), e o CDS (mais uma vez) desaparecia... agora, o que não se pode deixar de constatar é a incapacidade sistemática de prever os resultados eleitorais mesmo a curto prazo. O que não se pode deixar de verificar é que as sondagens não parecem reflectir o país real ... as sondagens apenas se mostraram capazes de acertar as previsões feitas com dados recolhidos "na boca das urnas" . E nesta medida, sendo o falhanço tão clamoroso, resta perceber o que está mal com as sondagens. De que forma as perspectivas, de vitória ou derrota, têm uma influência subliminar no eleitorado e de que forma poderão, ou não, condicionar os resultados? A incapacidade de acertar nas previsões, mesmo a curto prazo, leva a que se questione o rigor e a imparcialidade destas empresas. Afinal de contas, para obter previsões destas, poder-se-ia sempre ir à bruxa...
Depois de uma noite, com a de ontem, em que os resultados não coincidiram com as previsões a curto prazo, a SIC veio presentear-nos com mais uma. A SIC, insistiu em dar destaque à realidade virtual, assim publicitou uma sondagem que prossegue a mesma linha das anteriores: vitória do PS .... desaparecimento do CDS... blá-blá-blá. Ora, se nem a três dias acertam quanto mais a três meses!...
terça-feira, 2 de junho de 2009
O labirinto do candidato

"O que significa a escolha de Vital Moreira? A vontade e ambição do PS de se abrir ao exterior e ter consigo os melhores e os mais qualificados da vida política, intelectual e universitária de Portugal", destacou em Lisboa o secretário-geral do PS, José Sócrates(...).
[e acrescentou:]
"Não quisemos um aparelhista do partido. Quisemos um universitário, um homem da cultura, um político com ideias e provas dadas ao serviço do país", salientou o líder socialista (...)
Sócrates afirmou que "o que o país não precisa é da política do recado, do remoque, do pessimismo, do bota-abaixismo, da crítica fácil", mas antes de "políticos que dizem o que é preciso fazer, o que é possível fazer, e o que está ao seu alcance fazer". in, Público
Este candidato, com o seu arzinho inofensivo de "avô cantigas", tem conseguido hostilizar tudo e todos num crescendo de crispação. Onde está o prometido político capaz de "dizer o que é preciso fazer"? Onde está a política "pela positiva" e contra o "bota-baixismo"? Onde estão as propostas para a Europa?
Se alguma coisa tem distinguido este candidato é, a forma trauliteira como tem distribuído recados, remoques e críticas ... criticas que poderão sair muito muito caras ao PS. E se o candidato, estivesse a preparar terreno para uma eventual sucessão ? Parece-me claro, que a obsessão de Vital Moreira pelo "banco do PSD" (para usar as palavras do candidato) poderá sair muito cara a José Sócrates, mesmo que o pior cenário não se confirme. Isto é, mesmo que apenas se confirmem as ligações de Sócrates ao caso Freeport, por via familiar.
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"...Vital Moreira descredibilizado..."
"...Correia de Campos e Edite Estrela dançam..."

