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domingo, 19 de outubro de 2008

Ironias


"As decisões do XXVII Congresso do Partido Comunista tornaram-se realidade!"

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Se o ridículo matasse ...

via, a-sul
Tá visto, que o PC se mobilizou para expressar publicamente o seu apoio ao vandalismo. Hoje, ao final da tarde, em comovente comunhão militantes do PC/JCP juntaram-se para acabar de pintar o muro da fábrica das lãs (Torre da Marinha). Escolheram a hora de ponta, levaram um grupinho de "mais velhos" para conferir respeitabilidade à ilegalidade e assumiram, assim, a defesa de um mural (francamente mau) numa atitude pseudo-revolucionária.
Já lá vai o tempo, em que pintar muros com palavras de ordem e chavões era revolucionário. Agora é, apenas, mais uma forma de sujar as nossas cidades, de as tornar mais desagradáveis e inóspitas.
Se me permitem tenho uma teoria: os graffitis são uma forma de marcação de terreno, como outras, menos artísticas mas, muito em voga no reino animal... e, ao marcar o muro da fábrica de lãs, o PC está simbolicamente a marcar territórios que lhe estão a fugir. Espero que depois desta acção se sintam mais aliviados, foi uma impressionante demonstração de ...
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Leitura recomendada: Revolta das Laranjas ...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Graffiti, arte ou vandalismo?


MUTO a wall-painted animation by BLU from blu on Vimeo.

Pela blogosfera cá do burgo leia-se, Seixal, vai uma polémica sobre os graffiti (JSD/Seixal, a-sul, Rumo a Bombordo, Velas do Tejo, Revolta das Laranjas). Os graffiti são uma arte (?) urbana, muito antiga ligada ao marketing (já em Roma e Pompeia) e, que por vezes, foi também usada como grito da revolta ou de pertença. A maioria dos graffitis, que vemos nas nossas cidades, são de facto formas de vandalismo e, de poluição visual e, por isso, custa-nos ver promovida esta actividade que na maioria das vezes danifica muros e paredes numa afirmação de domínio do espaço urbano por determinados grupos. O Seixal Graffiti, é promovido pela câmara do Seixal mas, a junta de freguesia de Amora também promoveu, na Quinta da Princesa, um "... workshop [em que] os jovens realizaram a grafitagem do muro do recinto desportivo."

O que me incomóda nos graffitis, para além do aspecto de marcação de território é, a falta de qualidade estética da maioria das obras. Por vezes, trata-se tão somente de estragar as paredes, é o caso dos repetitivos stencils e das assinaturas. Outras vezes, existe uma preocupação institucional: olhemos a rotunda dos peixinhos. Peixinhos tropicais graffitados numa rotunda. Saíram de um aquário? De um filme de piratas das Caraíbas? Não. Tratou-se, antes, de uma forma airosa de "esconder" uma rotunda inqualificável.

Mas, apesar de tudo, de quando em vez encontro imagens que me reconciliam com o graffiti. É o caso deste notável filme de animação.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Romanos vão para casa

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Conclusões:

  • a grafitagem é uma arte milenar;
  • os writers (pintores de graffitis) nem sempre respeitam a ortografia e a gramática;
  • o graffiti nunca foi uma arte “compreendida”.
Numa altura em que tanto se discute o Acordo Ortográfico, o desaparecimento do ensino das línguas clássicas deveria merecer uma reflexão e, talvez, novas abordagens.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Contemplações



Uma espécie de graffiti, uma representação efémera que se integra na paisagem, nas paredes das cidades, uma memória que salta viva dos velhos muros como se a memória do passado abrisse brechas e se deixasse contemplar de novo. Um confronto em tempo real entre o passado e o presente. Uma proposta de arte interessante exposta nas ruas da cidade de Nápoles (anos 90)... serigrafias e lápis de carvão encheram de memórias as paredes.